Camboja – Koh Rong um pedaço de paraíso

As praias paradisíacas de Koh Rong

Quase desconhecido este arquipélago revela-se logo à chegada num paraíso de águas quentes e cristalinas

Fui Travels

Koh Rong é talvez aquilo que as praias tailandesas foram um dia. As praias são quase desertas, a água é límpida e quente e areia clarinha.

Nos posts anteriores contamos a nossa experiencia em Phnom Penh e Siem Riap, podem ver ou rever em Camboja – Phnom Penh – A Atribulada Capital e Camboja – Siem Riep – A Porta de entrada para a cidade Sagrada de Angkor. Adoramos as cidades, mas estava na hora de irmos para sul, rumo às praias, onde reservamos quatro dias.

Como chegar a Koh Rong

Partimos de Siem Reap, a norte do Camboja e queríamos ir para o sul, para a cidade de Sihanoukville, de onde partem os barcos para koh Rong, a segunda maior ilha do Camboja, com cerca de 78km2 e 43 Km de praias.

Resolvemos ir no bus noturno da empresa Giant Ibis, que sai de Siem Reap às 20 horas para Phnom Penh e depois daí teríamos de apanhar outro bus que sai às 8 da manhã da capital para o sul.

Pedimos ajuda na receção do nosso hotel e eles compraram os nossos bilhetes que custaram US$25 por pessoa, para os dois trajetos.

O inesperado bus noturno, onde as cadeiras foram substituídas por camas

No bus noturno viajamos primeira vez deitados e não sentados ou recostados. O autocarro não tem cadeiras, apenas camas, umas de casal e outras single, e é importante na hora da reserva frisar se estiverem sozinhos, senão acabarão a dividir uma cama com alguém.

A estranha viagem foi tranquila e antes da seis da manhã já estávamos na capital à espera do próximo Bus, que partiria às 8:00.

Partiria, porque não partiu, chegou mais de meia hora atrasado e quase comprometeu a nossa chegada a Koh Rong, porque o ultimo barco parte do Autonomous Port em Sihanoukville às 15:00.

A viagem no segundo Bus foi agitada e uma pilha de nervos. O transito estava caótico, apesar de ser domingo (é sem dúvida o dia mais movimentado, há mercados e obras, que não param e “enxames” de motas que aparecem de todos os cantos com quatro, cinco ou seis pessoas na garupa) e por momentos não acreditamos ser possível chegar a Koh Rong nesse dia.

Conseguimos chegar com um enorme esforço e boa vontade do motorista, apanhamos um tuk tuk até ao porto (que nos queria esfolar, ao pedir US$10 para percorrer pouco mais de 3 kms, os quais não pagamos, claro) e chegamos antes do ultimo barco sair.

Nem queríamos acreditar que íamos conseguir chegar nesse dia

A viagem de barco, que custa ida e volta US$26, dura cerca de 45 minutos e faz uma primeira paragem em Koh Rong Samloem a ilha vizinha e depois segue para em Koh Rong.

Embora o nosso resort ficasse perto do Pagoda Pear, este barco não parava lá e tivemos que descer em Long Set Beach. O resort enviou um táxi (leia-se uma carrinha de caixa aberta) para nos apanhar no barco e transportar até ao hotel ( US$5, cada).

Um dos poucos “táxis” existentes na ilha

Onde ficar em Koh Rong

Secret Garden Resort ao pôr do sol

A ilha tem alojamento para todos os bolsos, alguns na vila mais económicos, outros mais afastados e isolados e mais caros.

Nós optamos por ficar em Pagoda Beach, no Secret Garden Resort, um paraíso, à beira daquele mar azul turquesa, onde os pés estão constantemente na areia fina e branca.

Queríamos essencialmente descansar, do trabalho e das férias, estávamos moídos das viagens, do calor e da algazarra das cidades.

Da piscina ao mar é um pulinho – The secret Garden – Koh Rong

O Resort tem poucos bangalôs, todos colocados na areia da praia, uns na parte de traz do restaurante, uns junto à piscina e os restantes em frente ao mar. Os bangalôs são espaçosos e decorados com peças de artesanato local, o duche é exterior e faz tanto calor que podia ficar ali, a tomar banho o dia todo, as camas são confortáveis e as refeições fantásticas.

The Secret Garden Resort – Koh Rong

Este Resort fica numa praia extensa onde existe outros hotéis, mas pareceu-nos que este era o point local. A nós não nos apeteceu ir a outros locais (restaurantes, bares etc) por isso optamos por ali ficar a jiboiar de papo para o ar.

O que fazer em Koh Rong

Quando fomos, em finais de abril de 2022, o país e o mundo ainda estavam a recuperar dos efeitos trazidos pela pandemia provocada pelo Covid 19 e por esse motivo havia pouco turismo.

A praia onde ficamos estava praticamente deserta e os hotéis vizinhos estavam vazios ou tinham pouquíssimas pessoas.

A praia tinha espreguiçadeiras à sombra de refúgios de palha ou de palmeiras gigantes dobradas pelo vento, onde se serviam bebidas sempre que queríamos.

Pagoda Beach – Koh Rong

Á nossa disposição tínhamos pranchas de SUP e caiaques, uma praia longa para caminhar, baloiços, piscina e massagens.

Padoga beach – Koh Rong

Os jantares eram servidos no restaurante aberto para aquele mar imenso, após nos deliciarmos com as cores refletidas do sol, que se coloca no lado oposto da ilha.

Além de aproveitarmos a praia e o resort, marcamos um passeio pela ilha e depois de uma manhã de praia, duas motos apanharam-nos no alojamento e levaram-nos para Long Set Beach, onde um barco nos levou para Kaoh Toch, a ilhota em frente, para fazer snorkeling naquela agua quente, completamente transparente e cheia de vida.

O passeio por Koh Rong

De regresso ao barco, saímos da zona protegida para pescamos, com uma linha apoiada por uma garrafa plástica, alguns peixes que seriam consumidos no nosso barbecue.

Já com o sol perto do horizonte navegamos até Long Beach onde desembarcamos, nadamos e enquanto nos preparavam o churrasco, nós deslumbrávamo-nos com as cores ricas do pôr do sol.

Em Long Beach o sol esconde-se no mar e dá-nos um fascinante espetáculo de cores quentes

De regresso a Long Set Beach, já noite escura tentamos ver o plantam luminoso, mas não tivemos muita sorte.

Chegamos ao pear cansados, mas lá estavam os nossos motoqueiros prontos para nos levar de volta ao resort, por uma estrada única que atravessa a ilha, sem qualquer iluminação, ainda chegamos a tempo de jantar e beber uns copos.

Long Set Beach – Koh Rong

Quanto tempo ir

Ficamos quatro dias 3 dias/ 4 noites, mas podíamos ficar mais, a ilha é fantástica e paradisíaca

Dicas

Não há multibancos e não vi casas de cambio, mas deve ser possível trocar dinheiro nos resorts.

Tínhamos lido que não havia luz a partir de determinada hora, nem rede de telemóvel ou wifi, mas nós tivemos sempre no resort.

Correm boatos que a ilha foi concessionada a um grupo internacional para a construção de um resort de luxo, isso poderá mudar por completo aquela paisagem, por isso vão visita-la antes que esta se transforme num local insuportavelmente cheio de gente, sujo e desorganizado.

A natureza transforma tudo – Koh Rong

FUI Travels

Sou a Carla, advogada de profissão e turista sempre que posso. Sou casada com o Paulo, o meu companheiro de viagem, mãe de dois rapazes e de um patudo. Sonho em viver pelo mundo, perder-me por locais desconhecidos e relatar tudo o que vejo e sinto.

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