
“… uma construção de tal modo extraordinária que não é possível descreve-la por escrito, especialmente é diferente de qualquer outro edifício no mundo. Possui torres, decoração e todos os refinamentos que o génio humano pode conceber.”
Freire António da Madalena na descrição que fez de Angkor Wat
Iniciamos a nossa viagem pelo Camboja vindos de Bangkok num voo de uma hora e pouco.
Todos os visitantes precisam de visto para entrar no país. Nós aptamos por tratar do nosso, no aeroporto, à chegada. Precisamos apenas do passaporte com uma validade superior a 6 meses e de pagar a taxa de US$30. Como fomos no pós covid, quando ainda poucos turistas se reaventuravam de novo pela Ásia, demoramos uns 15 minutos a obter o visto.
Passamos um par de dias em Phnom Penh, a capital do Camboja e neste artigo Camboja – Phnom Penh – A Atribulada Capital, podem obter todas as informações sobre a cidade, restaurantes e alojamento.
O nosso próximo destino era Siem Reap, cidade base para conhecer as maravilhas do império Khmer.
Como ir de Phnom Penh a Siem Reap
Optamos por ir de mini van, numa viagem de 320 km, que durou 6 horas. A passagem, compramos no hotel e custou-nos US$13.
Siem Reap é o principal ponto turístico do Camboja. Recebe visitantes vindos de todos os cantos do mundo, tendo inclusive um aeroporto internacional. No entanto quando consultamos os preços dos voos, eram tão elevados que não cabiam no nosso orçamento, mas pudemos verificar que existem voos diretos de Bangkok e de algumas cidades vietnamitas.
Por terra, é possível fazer a viagem vindos de Bangkok, pois Siem Reap está a 400 km e faz-se em cerca de 8 horas. Ou vindos de Ho Chi Minh (Saigon), a maior cidade do Vietname, que está a 460 km e a viagem dura 13 horas, mas neste caso é efetuada em duas partes, a primeira de Ho Chi Minh até Phnom Penh, onde se troca de bus/van e daqui para Siem Reap. (aproveitem esta “escala” para ficar um ou dois dias em Phnom Penh e conhecer a cidade).
As vans e bus geralmente são confortáveis, alguns são um pouco velhos. As estradas são razoáveis, o pior mesmo é o transito caótico e engana-se quem julga que ao fim de semana o transito está melhor, pois é precisamente o contrário.

Saímos da capital as 9:00 horas e às 15:00 já estávamos prontos para entrar no hotel em Siem Reap.
O que faz Siem Reap o principal destino turístico do Camboja, é o facto de estar apenas 8 km das famosas ruínas de Angkor .
A cidade é pequena, mas organizada, moderna, bonita e mais limpa que a capital do pais.

A oferta de alojamento é muito grande e os preços adaptam-se a todos.
Onde ficar em Siem Reap
O Old French Quarter é basicamente o centro da cidade e claro onde há mais movimento, comércio e restaurantes. A rua mais badalada de Siem Riap, a Pub Street, onde se concentram grande parte dos bares e restaurantes, fica ali ao lado e o mercados também.
O Old French Quarter é agradável, charmoso e possui vários tipos de hotéis, desde os luxuosos aos hostels, porém é também a região mais cara.
A região do Wat Bo fica próxima ao Old French Quarter, é apenas separada por um pequeno rio. Esta região é um pouco mais barata e está muito próxima do centro, nada que uma curta caminhada não resolva. Além disso pode ser uma zona mais calma, para quem gosta de uma noite tranquila. É servida também de restaurantes, bares e comercio.

Na National Road 6 é onde se concentra o maior numero de hotéis e é onde se localizam os grandes resorts. No entanto não são servidos de quaisquer serviços, sendo sempre necessário apanhar um tuk tuk, para chegar ao centro da cidade.
Nós optamos por ficar em Wat Bo, mas a nossa experiencia no hotel que escolhemos não correu bem e na segunda noite acabamos por nos mudar para o Old French Quarter. Recomendamos as duas localizações porque são de fácil acesso ao centro e estão bem servidas de infraestruturas.
Onde comer em Siem Riap
A cidade de Siem Riap é muito mais barata do que a capital do Camboja, facilmente duas pessoas comem uma refeição completa por US$12.
Não deixem de provar o Barbecue Cambojano, pois o ritual de preparação enche os olhos. Além de carne de vaca, frango e porco, podem escolher tubarão, rã, cobra ou crocodilo.

Nós experimentamos no Easy Speaking em plena Pub Street e pagamos os dois com bebidas incluídas US$23.
Também na cidade ficamos fãs do Khmer Taste Restaurant, onde uma refeição, acompanhada por mojitos passion ficou por US$11, para os dois.

No complexo de Angkor comemos a mais maravilhosa salada de manga que já provamos, no Khmer Village Restaurant, claro que mais cara por se encontrar dentro do parque, uma refeição para dois US$16 (acompanhada apenas de água).

Para beber copos há muita opção, mas nós gostamos muito do Temple Sky Lounge, bom ambiente, musica e bebidas top.

O que fazer na cidade para alem dos templos:
É evidente que todos os visitantes que chegam para Siem Riap, pretendem visitar o complexo de Angkor, no entanto para além destas ruinas existem algumas outras atividade .
Centro da cidade

No centro da cidade vale a pena um passeio pelo Old French Quarter, aproveitar para contemplar os edifícios de estilo colonial, hoje ocupados com lojas e cafés. A poucos passos fica o Old Market, local onde se vende de tudo, aproveitem as horas de maior calor (o mercado é coberto) e percam-se pelos corredores labirínticos. Aproveitem e comprem lembranças, é que em Siem Riap os preços são muito mais baixos do que na capital, mas não se esqueçam de regatear bastante o preço.

Ali perto fica a movimentada Pub Street, com muito mais piada à noite, claro, uma vez que é por ali que se concentram os bares e restaurantes. Se forem à noite aproveitem e vão até ao Night Market, aberto a partir das 17 horas e maravilhem-se com as pontes iluminadas que atravessam o rio.

Angkor National Museum
Nós não fomos porque tínhamos visitado o Museu Nacional do Camboja na capital, mas parece-me que na data que estivemos na cidade (e não tenho a certeza se atualmente também) o museu estaria fechado.
Pro Rath e Preath Ang Chek Prea hand Chorm
São dois bonitos templos budistas perto da cidade muito frequentados pelos locais. Vale a pena a visita para medir o pulso ao local e ter um contato próximo com a população.
Phsar Leu Thom Tmey
É um grande e autentico mercado (já perceberam o quanto gostamos de mercados, não é?), onde se vende de tudo desde ouro, a roupa, peixe, carne e vários outros produtos. É um verdadeiro centro comercial muito frequentado pelos locais. Fica a 4 km do centro e para lá chegarem tem de apanhar um tuk tuk. (de regresso à cidade viemos a pé, não custa nada)



Durien

As vilas Flutuantes de Tonle San
São vilarejos construídos em palafitas. Nós não fomos a esta vilas.
Noutras viagens (como no Peru por exemplo) tínhamos estado em aldeias flutuantes e por isso não tínhamos interesse em repetir a experiencia.
Além disso, tudo o que lemos sobre estas visitas desagradou-nos, sobretudo porque haviam muitos relatos sobre a pobreza, o lixo, a exposição e exploração de menores com o intuito para enganar e explorar os turistas.
Para quem tiver interesse, a aldeia mais perto de Siem Reap fica a cerca de 35 minutos de tuk tuk até ao porto e dai ainda se tem de apanhar um barco para o “tour” no lago que custa cerca de US$25.
Museu da Guerra do Camboja
Fica a cerca de 5km do centro da cidade. O museu têm equipamentos que foram usados durante a guerra e é até possível utilizar algumas armas.
O museu abre diariamente das 08h00 às 17h30. O bilhete custa US$5 e inclui um guia.
Museu das Minas Terrestres
Neste local é possível ver uma infinidade de minas terrestres e conhecer mais sobre a história do Camboja, que só abriu ao turismo em 2003. E de perceber como é que a região estava infestada de minas e outros artefactos explosivos.
Só na região de Siem Riap foram retiradas cerca de 6 mil minas.
O museu também ajuda na educação e dá suporte a pessoas que foram afetadas pelas minas. O museu abre todos os dias das 07h30 às 17h30. Os bilhetes custam US$5.
ANGKOR – A CIDADE SAGRADA

Mas o principal motivo de visita a Siem Reap era Angkor, a cidade sagrada, capital do império Khmer e um dos sítios mais importantes do sudoeste asiático.
Este complexo fica a 8 kms de Siem Reap, e tem cerca de 400 km2.
São mais de 1000 templos espalhados por todo o complexo e muitos foram ou estão a ser restaurados, com alguma ajuda internacional, que financia os trabalhos.
Este local em época normal recebe cerca de dois milhões de turistas por ano. Nós fomos uns “sortudos”, pois na época que fomos ainda pairava o receio do Covid 19 e o turismo no país era muito baixo, o que nos possibilitou ver os templos quase sem turistas e mesmo ao nascer do sol, horário muito concorrido, não eramos mais do que cinquenta pessoas.
Estudos levados a cabo em 2007 concluíram que Angkor foi, a maior cidade pré-industrial do mundo e que possuía já, uma bem elaborada rede distribuição de água.
O que precisam de saber para preparar a visita à Cidade Sagrada
O que vestir
O complexo é um local sagrado, por esse motivo tem de haver algum cuidado no vestuário, deve-se evitar saias ou calções curtos e blusas de alças ou curtas.
Como o calor é sufocante é obrigatório chapéu, roupa fina, de algodão de preferência e calçado confortável.
Bilhetes

Os bilhetes não podem ser comprados on line e são apenas vendidos na bilheteira oficial que fica a cerca de 4 kms do centro da cidade.
É necessário levar o passaporte como identificação e o bilhete é pessoal e intransmissível, uma vez que além das datas de validade, tem também a fotografia do utilizador.
Em quase todos os pontos de entrada no parque e junto dos monumentos o bilhete é visto pelos vigilantes, por isso este tem de estar sempre à mão.
Existem bilhetes para 1 dia – US$37, para 3 dias – US$62 e para 7 dias – US$72.
Quando fomos (penso que, pelo facto de não haver muitos visitantes) na compra de um bilhete de um dia, ofereciam outro dia. Assim por US$37 visitamos dois dias o parque.
Se comprarem o bilhete depois das 17 horas, ele é válido para ir nesse dia ver o pôr do sol no complexo e para o visitar no dia seguinte.
Transportes

O complexo fica a 8 kms do centro da cidade. Para lá chegar e para visitar os diversos templos que estão espalhados pelo local pode-se:
- Alugar uma bicicleta no centro da cidade, pedalar até ao complexo e visitar os diversos templos, que são distantes entre si. No entanto, deve-se ter em atenção o calor intenso da região, o pó das estradas e as distancias que para quem não esteja habituado pode-se revelar dura.
- Tuk Tuk foi a nossa opção. Pedimos ajuda na receção do hotel e eles recomendaram o Lee, que nos acompanhou durante os dois dias de visita ao complexo. O Tuk tuk era confortável e ele tinha sempre água fresca para nos dar quando regressávamos das visitas aos templos. Pagamos US$15 no primeiro dia e US$25 no segundo dia com a ida para o complexo ao nascer do sol.
- Van Turística algumas agencias em Siem Riap vendem este passeio, mas não sabemos quais são os preços que praticam. O contra é que ficam sujeitos aos horários de paragem nos templos impostos pelas agencias.
- Motociclos atenção os estrangeiros estão proibidos de conduzir estes veículos em Angkor, dizem que é para evitar acidentes, mas nós achamos que é o lobby dos tuk-tuks.
O que é essencial levar na visita aos templos
Água (se o vosso motorista de tuk-tuk levar na geleira ainda é melhor); Lanche (uma fruta ou um snack para meio da manhã ou da tarde) dentro do complexo existem sítios para comprar comida e bebidas mas os preços são mais altos do que na cidade; Chapéu e Protetor solar, indispensáveis nas horas de calor e Maquina fotográfica ou telemóvel, para não perder um único momento.
Os templos
Existem dois circuitos que são usualmente utilizados para conhecer os templos, o pequeno circuito, que nos leva por Angkor Wat, Bayom e Ta Prohm e o Grande circuito que nos apresenta os restantes templos.

Angkor Wat

Este é o maior e mais bem preservado templo, dos que integram o assentamento de Angkor e é o único que restou com importante significado religioso.
Calcula-se que terá sido mandado construir pelo rei Suryavarman II, no inicio do seculo XII, como o seu templo central e capital do reino. A sua construção demorou apenas de 30 anos.




Angkor Wat foi declarado Patrimonio Mundial da Humanidade em 1992 e é considerada a 8.ª Maravilha do mundo.
O templo é o ponto máximo do estilo clássico da arquitetura Khmer e é considerado a maior estrutura religiosa do mundo.
Foi primeiramente um templo Hindu dedicado ao Deus Vishnu, sendo que na torre lateral direita ainda é possível ver a sua estátua com os seus 8 braços, sempre ornamentada de coroas de flores que são deixadas pelos peregrinos que aqui vem agradecer a boa sorte e prosperidade.
já no século XIV foi convertido ao Budismo.
O templo integra três recintos retangulares concêntricos de altura crescente, que são denominados por Páteo do Povo, o primeiro, Pátio dos Monges, o segundo e Páteo Real, o terceiro. Estes recintos são rodeados por um lago ou fosso com uma largura de 200 metros de largura.
No recinto interior, o Páteo Real, erguem-se as cinco torres em forma de loto, a torre central atinge uma altura de 42 metros sobre o santuário, e uns impressionantes 65 metros sobre o nível do solo. O acesso às torres é efetuado pela “escadaria para o paraíso”, cuja a inclinação propositada e simboliza a dificuldade de ascensão aos céus.
As suas paredes estão cobertas de milhares de apsaras (ninfas ou bailarinas celestes, contemporâneas à formação da terra e que foram criadas a partir da espuma do mar) que exibem mais de 30 ornamentos diferentes.

Este monumento é tão importante que se tornou o símbolo do Camboja e está representado na bandeira nacional.
Angkor Wat abre às 5 horas da manhã para dar oportunidade aos visitantes de assistirem ao nascer do sol, que se ergue junto das cinco torres simétricas. O acesso faz-se pelo Portão da Vida e a visita termina junto ao Portão da Morte, o portão mais perto das cinco torres.

Nós visitamos Angkor Wat no primeiro dia das 9 as 12 horas e no segundo dia fomos ver o nascer do sol às 5 horas e saímos de lá perto da 7 horas para tomar o pequeno almoço.
Angkor Thom
Angkor Thom foi construído cerca de 100 anos depois de Angkor Wat em cima da cidade destruída aos inimigos, o muro que a contorna tem cerca de 8metrios de altura e 3 km de comprimento e abriga uma capital de quase 10 quilômetros quadrados.
O exterior desta cidade era cercado por um sistema de valas com cerca de 100 metros de largura que, segundo reza a lenda estava repleto de crocodilos.
O fosso usado para proteger a cidade, servia igualmente para abastecimento de água para o povo. Os quatro lados da cidadela olham para o leste, oeste, sul e norte.





Existem cinco acessos à cidade que são feitos pelos portões norte, sul, este e oeste. A cerca de 500 metros a norte do portão este, foi construído outro portão, denominado Portão da Vitória.
A passagem dos portões é efetuada através de cinco pontes de pedra que atravessam o fosso, e são protegidas de ambos os lados por imagens. Á esquerda 54 deuses devas e a direita 54 demônios asuras, ambos abraçam a cobra Vasuki.
As lendas afirmam que estas entradas simbolizam a mexida do oceano de leite e a busca incansável para encontrar o elixir da vida. Este é considerado um lugar de transição entre o mundo humano e o mundo demoníaco.
O portão sul é o mais bem preservado e foi o que atravessamos em direção a Bayon, o templo das mil caras.
Antes de vos descrevermos Bayon temos de vos dizer que os portões para Angkor Thom são um dos sitios mais belos que vimos em Angkor.
Bayon

Este é o templo central da cidade Angkor Thom e foi construído por volta de 1190 pelo rei Jayavarman VII, também faz parte do grupo de templos mais enigmáticos do complexo, pelo seu simbolismo e pela própria estrutura composta por 49 torres e por 170 faces.
Ao principio parece uma amontoado de pedras mas quando nos aproximamos ficamos deslumbrados com as faces que nos acompanham por todo o templo. Estas faces sorridentes e misteriosas podem ser do próprio rei que se considerava um rei-deus ou de “seres iluminados da compaixão” chamados Avalokitesvara ou Lokesvara.


Este templo é a expressão do estilo barroco khmer e está em total oposição ao estilo clássico de Angkor Wat, não tem paredes e confere a sensação de estar “comprimido”.
Tem um conjunto de altos- relevos, magníficos que retratam batalhas épicas. Funcionou como um centro religioso do budismo maaiana, depois mudou para o hinduísmo até se converter ao budismo teravada, a mais antiga escola budista, fundada na Índia.
Terraço dos elefantes
No caminho para Ta Prohm passamos pelo Terraço dos elefantes, construído pelo Rei Jayavarman VII, como plataforma de observação para cerimónias. As paredes eram esculpidas na sua base com uma parada de elefantes, aves e leões.
Ta Prohm

Este templo foi construído no sec. XII e consagrado no ano de 1186 pelo rei budista Jayavarman VII, que o dedicou à sua mãe.
O templo esteve completamente tomado pela selva, até à sua descoberta e continua em parte abraçado pelas fortes raízes das gigantescas arvores que o “sustentam” e conferem aos visitantes a sensação da descoberta. É quase um filme do Indiana Jones.


Mas ao andar pelas suas ruínas, é impossível não rever as cenas de outro filme, este interpretado pela atriz Angelina Jolie. É que este foi o labiríntico cenário do filme Tomb Raider.
Além dos diversos detalhes esculpidos na pedra deste templo e curiosamente bem preservados, destacamos as três arvores gigantes: waterfall tree, uma figueira que tem este nome por causa das suas raízes descerem a parede em formato de cascata; crocodile tree, que espalha suas raízes por todo o complexo e que se expande a cada ano; e Tomb Raider tree, de onde a personagem Lara Croft passa por uma de suas mais dramáticas cenas, ao sair pela porta abaixo desta enorme árvore. Entre todos os templos, sem dúvida o mais enigmático.





Phrom Bakheng
Se chegarem antes das 16 horas é o sitio perfeito para ver o por do sol, mas atenção porque tem lotação máxima de 300 pessoas.
O nosso primeiro dia terminaria por aqui. O calor não dava tréguas e nós só queríamos nos refrescar na piscina do hotel, um bom banho, jantar e dormir.
No segundo dia depois do nascer do sol em Angkor Wat, fomos a mais uns cinco templos dos quais destacamos:
Est Mebon

O templo dos elefantes de pedra, que em tempos se erguia dentro de um lago artificial e só era possível aceder de barco.
Neak Pean

É uma ilha artificial com um templo budista no meio, construído por razões medicinais.
Acreditava-se que a água equilibrava os elementos e curava doenças. Quatro piscinas mais pequenas conectam-se à principal, representando norte, sul, leste e oeste.
Preah Khan Temple


Ta Som

East Mebon

Banteiay Srei
Localizado à 30 minutos de Siem Reap, no meio da selva, é considerado a jóia da arte Khmer com uma decoração rica em detalhes. Esse foi o único templo da lista que não fomos. Fica para a próxima.
O Roteiro
Nós fizemos, como talvez 98% dos turistas, o pequeno e o grande circuito e no segundo dia vimos o nascer do sol em Angkor Wat uma experiencia única.
No segundo dia confesso que já estávamos cansados dos templos e o calor não ajudou nada.
Hoje faríamos o nosso próprio roteiro, mais seletivo, sem dúvida que incluía Angkor Wat, o nascer do sol, Ta Prohm e Boyon, Neak Pean, o pôr do sol em Phrom Bakheng e por fim um saltinho a Banteiay Srei
Dicas:
Se houver muitos turistas no complexo façam os circuitos ao contrário, comecem pelo grande circuito, a terminar com o pôr do sol em Phrom Bakheng.
No segundo dia depois do nascer do sol, avancem para Ta Prohm que abre as 7 da manhã e terminem em Angkor Wat, à luz da tarde fica mais bonito.
Comam o barbecue cambojano e experimentem a comida Khmer (em Siem Reap há um restaurante Malis, para quem não teve oportunidade de jantar em Phnom Penh).
Comprem todas as lembracinhas que tiverem vontade, Siem Reap é a cidade do Camboja mais barata para estas coisas.
Para dormir, nos ficamos no Hotel Somadevi, onde fomos muito bem recebidos e onde nos ajudaram a comprar os bilhetes do autocarro inclusive, mas vimos e gostamos do Golden Temple Residence e do Golden Temple Hotel.

E por fim confessamos que não há nenhuma imagem que descreva com exatidão a beleza destes templos e a grande emoção que é visitar o complexo de Angkor


