EUA – NOVA IORQUE – MEMORIAL E MUSEU 9/11 E A ÁREA FINANCEIRA DE MANHATTAN

Quem falou em andar? Embora, que ainda vamos no inicio

Este era o nosso primeiro dia completo em NYC, começamos cedo com a visita à Estátua da Liberdade. Nesta publicação EUA – NOVA IORQUE – ESTÁTUA DA LIBERDADE encontram, todas as informações necessárias para visitar o monumento mais popular da cidade.

Desembarcamos no Battery Park, no sul da ilha de Manhattan, já passava do meio dia. Este parque é imenso, de antiga zona defensiva da cidade, que chegou a ter mais de 30 canhões instalados, passou a aterro sanitário e hoje alberga uma zona verde com cerca de 10 hectares. E aqui que está localizado o Castle Clinton, fortaleza do século XIX (e onde está a bilheteira para o Ferry que vai para a Liberty Island).

Castle Clinton

Dentro do parque existem 22 monumentos ou memoriais dedicados a vários momentos históricos, entre eles destacamos o Memorial da Costa Leste, dedicado aos 4601 soldados americanos que perderam a vida em combate no Oceano Atlântico durante a Segunda Guerra Mundial e o monumento aos imigrantes, esculpido pelo espanhol Luis Sanguino.

Memorial da Costa Leste
Monumento aos imigrantes

A nossa próxima visita é ao Memorial e Museu 9/11, que em conjunto com o One World Trade Center, compõem a área destruída nos atentados de 11 de setembro.

O Memorial é composto por duas fontes que ocupam o lugar vazio deixado pelas torres gémeas destruídas e em cujas paredes se podem ver gravados os nomes de cada uma das vítimas que perderam a vida no ataque. A visita ao memorial é gratuita e de livre acesso.

Uma das Fontes do Memorial

Para o museu, é necessário adquirir entrada ou apresentar um dos city pass que inclua esta visita. O nosso, que falamos neste artigo GUIA EXPRESSO DE NOVA IORQUE (Parte 2), incluía. Foi chegar mostrar o passe e trazer um bilhete e entrar, demoramos 10 minutos. O museu está aberto todos os dias das 9h às 20h, exceto às sextas e sábados, que abre até às 21h. Mas tenham em atenção que não é permitida a entrada de visitantes a partir das 18h nos dias de semana e das 19h aos finais de semana (os horários estão sujeitos a possíveis alterações e não dispensam a consulta do site oficial).

Antes de entrarmos já calculávamos o que nos esperava, mas devemos avisar que o choque é brutal, estar no local, ouvir os relatos, ver os escombros, deixa-nos por si só em silencio. A tristeza que nos assola quando percorremos este local só se compara à que sentimos nos Campos de Concentração de Auschwitz e Birkenau e no Museu do Genocídio Tuol Sleng, no Camboja.

Como é a visita?

A visita conduz – nos por salas, salões e galerias onde estão exibidos objetos, fotografias e vídeos que faziam parte das Torres Gêmeas do World Trade Center. São mais de 10 mil artefactos em exposição, além das  fotos, vídeos e  áudios que nos remetem para aquele dia fatídico.

Vão com tempo porque a visita é demorada.

A visita tem inicio na “Parede Diafragma”, local impactante considerada uma maravilha da engenharia uma vez que essa gigantesca parede foi construída para conter as águas do rio Hudson. Se esta parede tivesse rompido com os ataques de 11 de setembro, possivelmente os tuneis do metro de NYC, assim como parte do sul de Manhattan tinham ficado alagados e a tragédia seria muito maior.

Parede Diafragma

Mais à frente estão parte das escadas originais de uma das torres e que foram o ponto de fuga de centenas de pessoas que conseguiram escapar por ali, é a ‘Escada dos sobreviventes‘.

Escada dos sobreviventes

Segue-se o ‘Hall da Memória’, um grande espaço onde podemos ver uma instalação azul com uma citação do poeta romano Virgílio, que resume a finalidade principal do Museu.

Hall da Memória

Cada letra que compõe a frase foi forjada com o ferro resgatado das ruínas do World Trade Center e a instalação em azul, criação do artista Spencer Finch, tem como significado Tentar Recordar a Cor do Céu Naquela Manhã de Setembro.

A visita percorre galerias cheias de informação e referencias. Mas destacamos aqui a ‘Em Memória‘, onde é feita uma homenagem às quase 3.000 pessoas vítimas dos atentados.

Os rostos estão exibidos na parede e através de ecrãs interativos é possível saber mais à cerca daquelas pessoas. (aqui não é permitido fotografar)

A visita segue e é possível ver homenagens feitas após os ataques, assim como alguns objetos em exposição que nos conduzem ao choque daquele dia. São colunas reais da estrutura das torres, carros de bombeiros parcialmente destruídos, vigas de aço completamente retorcidas como se fossem papel. É possível ver de perto também, uma parte da antena que ficava sobre uma das torres, completamente destruída.

Segue-se a exposição September 11, 2001, que nos reporta para o dia em que tudo aconteceu e reconstitui minuto a minuto o dia 11 de Setembro de 2001.

Por fim chegamos à “Última Coluna” um símbolo da determinação e dedicação de todos que ajudaram nos dias que seguiram o 11 de setembro.

Este é um Museu que nos revela mais que a superação após os ataques, ele procura transmitir o quanto o terrorismo impactou na vida das vitimas, dos americanos e no mundo. Em nossa opinião é imperdível esta visita.  

Recomendações:

  • Preparem-se para andar, o museu é imenso;
  • Levem pouco peso, pois a visita é demorada
  • Só fotografem onde for permitido, respeitem as vitimas e os familiares
  • Este museu não é adequado a crianças (aliás é desaconselhado a menores de 12 anos)

WALL STREET

Saímos do Museu em direção a Wall Street. Junto do Oculus, a famosa Estação obra de Santiago Calatrava e que falamos aqui , está a exposição de Gillie e Marc ” A Wild Life for a Wild Life” que ficará ali em exibição até maio de 2024.

A nós lembra-nos o filme “Madagáscar”

Seguimos até à Trinity Church, construída em 1698 e destruída por um incendio em 1776. Só em 1790 foi reconstruída mais veio a tombar em 1839 porque não resistiu a uma tempestade Em 1846 voltou a ser reconstruída e permanece de pé até aos dias de hoje e esperamos que seja por muitos anos.

Deixando a Igreja para trás a rua estreita à nossa frente é a Wall Street, a “A rua do muro”

O seu nome curioso vem do tempo em que NYC era uma colônia holandesa e se chamava Nova Amesterdão. Em 1653, o governador de então ordenou a construção de um muro que os protege- se quer dos nativos, quer dos britânicos, e para isso mandou erguer um muro com 3 metros de altura.

Federal Hall local onde George Washington foi empossado como o 1º presidente dos Estados Unidos em 30 de abril de 1789. e por esse motivo no topo das escadas está uma estatua sua.

Do outro lado está a New York Stock Exchange ou a Bolsa de Valores de NYC, símbolo das finanças e comércio do mundo. e bem à sua frente está a Fearless Girl, obra da empresa de investimentos State Street Global Advisors, inaugurada no Dia Internacional da Mulher em 2017. Ela representa a luta das mulheres por direitos iguais, ambientes de trabalho seguros e tratamento justo no local de trabalho. 

Este é o terceiro artigo que escrevemos sobre NYC e podes ler todos aqui no blog e na área dos destaques no nosso Instagram @fui_travels,

Esta viagem foi realizada de 2 de junho a 2 de julho, enquadrada na nossa Roadtrip pelos EUA, que se não acompanharam podem faze-lo agora. Nova Iorque foi o nosso primeiro destino e este é o terceiro artigo desta nossa grande aventura.

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FUI Travels

Sou a Carla, advogada de profissão e turista sempre que posso. Sou casada com o Paulo, o meu companheiro de viagem, mãe de dois rapazes e de um patudo. Sonho em viver pelo mundo, perder-me por locais desconhecidos e relatar tudo o que vejo e sinto.

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