– Chegamos a Nova Ioque e agora? –

Estamos aqui para vos contar tudo sobre a nossa viagem aos Estados Unidos da América. O primeiro destino desta longa viagem foi NOVA IORQUE, daqui para a frente apenas NYC (queríamos tanto conhecer a cidade que nunca dorme e onde se fabricam os sonhos).
Voamos desde Paris, pela Air France (foi o voo mais barato que conseguimos) para o Aeroporto JF Kennedy. Os relatos de pessoas que já foram várias vezes a NYC é que este é o Aeroporto mais comodo para se chegar à cidade, garantido em parte pelas boas acessibilidades.
COMO CHEGAR DO AEROPORTO JFK ATÉ MANHATTAN DOWNTOWN
Como vos contamos na parte 1 deste artigo, nós aptamos por ficar alojados no distrito Financeiro (o preço compensa), no Hilton Garden Inn NYC Financial Center/Manhattan City .
Este hotel fica na Water Street ao lado do Staten Island Ferry e Battery Park, onde saem os ferrys para a Liberty Island e Ellis Island e fica a um pulo de Wall Street, do One World Trade Center do 9/11 Memorial e Museu.
É muito bem servido pelo metro, as linhas 1 (South Ferry) e a N, W e R (Whitehall Street) ficam do outo lado da estrada.
Demoramos cerca de uma hora na fila para as formalidades de fronteira e depois de recolhidas as bagagens ainda passamos para ver o preço dos cartões SIM, mas resolvemos comprar na cidade.
O Aeroporto JFK é servido por AIRTRAIN, uns monocarris, que ligam os vários terminais ao Metro de Nova Iorque
O AirTrain é circular, ou seja há um monocarril que passa em todos os terminais para recolher passageiros, mas como o Terminal 1 está em obras (junho de 2023) a ligação entre este e o terminal 8 é efetuada através de um Shuttle Bus gratuito.

A partir do terminal 8 apanhamos o AirTrain até à estação de metro Howard Beach – linha A – e nessa estação compramos os nossos bilhetes de transporte.

A viagem de AirTrain é paga à saída e para entrar no metro temos de adquirir o Metrocard. Nós optamos por adquirir os dois, a saída do AirTrain e 7 dias de passe com viagens ilimitadas e com o cartão incluído, que nos custou $43,25.

Os bilhetes podem ser adquiridos nas maquinas (cuidado porque algumas não dão troco e o crédito fica depositado no cartão), nós aptamos por comprar na loja de conveniência da estação.
O valor de uma viagem avulsa de metro é US$2,75, mas é necessário ter o MetroCard que está lentamente a ser substituído por OMNY, pelo que a passagem e o cartão ficam em US$3.
Como nós pretendíamos andar muito de metro optamos pelo passe ilimitado de 7 dias, que funciona muito bem (às vezes o cartão desmagnetiza, mas há uma máquina junto das bilheteiras que o coloca de novo em funcionamento).

Sabiam que ….
O metro de NYC começou a funcionar em 1904? Não vão à procura de estações modernas, porque na generalidade estas são velhas, feias e por vezes sujas, mas funcionais.
O metro não fecha, funciona 24 horas por dia, mas claro que a frequência das carruagens diminui à noite.
Nova York tem um total de 26 linhas e cerca de 500 estações, que estão espalhadas entre os bairros de Manhattan, Brooklyn, Queens e Bronx. Apenas o distrito de State Island não é servido pelo metro (mas tem comboio, bus e ferry).
Cada linha de metro tem um número ou uma letra e uma cor e numa estação ou linha podem passar vários metros com destinos diferentes e há metros locais, que param em todas as estações e os Expresso, que param apenas nas estações mais importantes.
Para saber a direção da linha de metro devem ver se ela indica Uptown (norte) ou Downtown (sul), o distrito para o qual se dirige (Brooklyn, Manhattan, Bronx ou Queens) ou o nome da última paragem, é que a mesma linha pode ter entradas diferentes, uma para cada direção.
A forma mais fácil de compreender os bairros de Manhattan é dividir a ilha em 3 partes:
Uptown (da rua 59 para o norte), Midtown (toda a área entre as ruas 14 e 59) e Downtown, (a partir da rua 14 sul). Ao contrário do que se possa pensar o centro de Manhattan está localizado no sul da ilha ou seja em Downtown.
Nós trocamos de linha a meio do trajeto, mas chegamos tranquilamente ao hotel. A utilização do metro de NYC até pode parecer confusa mas não é difícil. Em três dias e depois de muitas utilizações só nos perdemos uma vez (apanhamos o expresso que não parava na estação que pretendíamos ficar).
CARTÕES SIM

A primeira coisa que fizemos depois do check in, foi tentar comprar um cartão SIM e acreditem que foi uma odisseia, porque os nossos telemóveis tem cerca de 5 anos e são da Huawei (credo, é o que pensam os Americanos) Quem não se lembra da guerra à Huawei levada a cabo pela administração Trump? Pois, primeiro o telefone não tinha rede 5G, depois estava bloqueado e o conselho que nos deram foi comprar um telefone barato e um cartão SIM (para termos pelo menos GPS).
Lá fomos nós à BEST BUY, comprar um Motorola (que veio para Portugal sem ter sido utilizado, mas que fez um puto feliz). Compramos um cartão SIM da AT&T, que custou com taxas cerca de $80 para 30 dias de internet ilimitada e pronto, já tínhamos internet, descobrimos mais tarde que o cartão funcionava no nosso telemóvel, sem qualquer problema (e até compramos outro).
PASSES TURISTICOS

NYC é uma cidade cheia de atrações e por sinal todas elas são caríssimas. Aconselhamos a consultarem os vários passes turísticos que a cidade oferece.
Há o New York Pass, o CityPASS NY, o Sightseeing Pass, o Go City Explorer Pass, o Go City all inclusive
Ir a NYC é fantástico … Mas ir a NYC e não visitar uma atração ou não fazer as atividades oferecidas pela cidade é como ver um jardim sem flores.
Bom, para usufruir das atracões existem duas opções, a primeira é comprar entradas para cada sitio separadamente, que vos dá liberdade de horários, mas penaliza o bolso. A outra é comprar um dos passes turísticos de NYC.
Mas há sempre dúvidas:
- Qual o passe ideal para mim?
- Vou ficar três dias/duas semanas/qualquer que seja o tempo que for preciso, em Nova York, compensa-me comprar passe?
- Eu só quero ir para o Empire e o Top of the Rock, não preciso comprar um passe, certo?
- Os transportes estão incluídos?
- Quanto custam?
A título de resumo, a menos que queiram visitar apenas uma única atração, ou se a atração que pretendem visitar não estiver abrangida pelos passes, a partir de 2 atrações e dependendo de quais sejam, já vale a pena comprar um passe.
É IMPORTANTE saber que só podem entrar em cada atração uma vez e que os passes são pessoais e intransmissíveis.
Os transportes não estão incluídos em nenhum deles, e o preço, está sempre a variar com descontos, ofertas e promoções. O melhor é verem diretamente para os sites dos passes, para saber o preço atualizado no dia da compra.
Em linhas gerais, podemos dizer que existem dois tipos de passes :
1. Os “Day Pass Cards”: São aqueles pelos quais pagam um determinado valor para ter acesso, durante o número de dias à vossa escolha a todas as atrações incluídas em sua lista de atividades. São uma espécie de taxa fixa de atividades.
2. Os “Attraction Pass“: São aqueles pelos quais pagam apenas pelo número de atividades que desejam visitar. A taxa fixa de atrações desaparece, mas em troca temos um preço reduzido para inserir um certo número delas e o período de validade é maior, para que possam fazer as visitas com mais tranquilidade. Ah! E não precisam escolher as atividades que desejam fazer com antecedência. Só precisam de saber quantas são.
Ainda em Portugal compramos o passe turístico da GO CITY para 7 atrações, o passe fica carregado no telemóvel e é super prático quer nas entradas, quer para fazer as reservas do dia e hora das visitas, que algumas atrações requerem.
ATRAÇÕES
Estávamos em Downtown, no sul de Manhattan é nesta parte da ilha que encontramos vários bairros como o Financial Distrit, Battery Park City, Two Bridges e o Civic Center , Tribeca , Chinatown, Lower East Side, Bowery, Little Italy , Soho, Nolita, Greenwich Village, Noho East Village e Alphabet City.
No Financial Distrit estão atrações como o Touro de Wall Street ou Charging Bull, a Fearless Girl, Wall Street, a Stone Street, os pieres 15, 16 e 17, Southstreet Seaport, o Memorial e Museu 9/11, o Observatório One World, Oculus, Trinity Church e outras.
Primeira paragem OCULUS, a famosa estação obra de Santiago Calatrava. A estação foi inaugurada em 2016, com quase sete anos de atraso. A obra não chama apenas a atenção pela arquitetura mas também pelos custos da construção, pois é considerada estação mais cara do mundo.


Acolhe o World Trade Center Transportation Hub que além de ter várias linhas de metro, alguerga também os PATH, os comboios que ligam New Jersey a Manhattan.
Muito se especula sobre o significado desta obra, que é uma pomba, um dinossauro, uma baleia, mas parece que não é nada disso.
É um olho do céu que se abre apenas uma vez por ano e por apenas 102 minutos.
Esta audaciosa estrutura nasceu das cinzas das torres gêmeas do World Trade Center. O olho abre-se a cada dia 11 de setembro, para homenagear as 2996 pessoas que morreram, vítimas do atentado terrorista de 2001.
102 minutos foi exatamente o tempo que levou para que as duas torres desmoronassem e se transformarem em poeira e ferro retorcido.
Daqui fomos direitinhos ao OBSERVATÓRIO ONE WORLD, que é atualmente o edifício mais alto de Nova Iorque e do Hemisfério Ocidental, com cerca de 541 metros, o que corresponde a sensivelmente 1776 pés. Este número em, pés não é uma coincidência, 1776 é o ano da independência dos Estados Unidos e este local, que simboliza o renascimento da cidade, tem todo ele uma simbologia e nada é deixado ao acaso.

Este edifício, que também é conhecido como Freedom Tower, faz parte do complexo construído após o ataque do 11 de setembro e que engloba o Memorial e o Museu 9/11.
Como é a visita ao One World Observatory?

O OBSERVATÓRIO ONE WORLD fica no 102º andar, e tem uma das vistas mais panorâmicas da cidade, mas não necessariamente a melhor e já explicamos porquê.
Para entrar no observatório é preciso passar por uma inspeção de segurança, tipo a do aeroporto.
Depois de passar pelo Global Welcome Center, entramos no Voices e Foundations, uma espécie de fila com informações sobre a construção do prédio no One World Observatory.
O elevador Sky Pod é um dos pontos altos da experiência: durante a subida a 37km/h, que dura menos de um minuto, é exibido em timelapse a evolução da cidade desde 1500, quando ainda era uma colônia holandesa e se chamava New Amsterdam até aos dias de hoje e seguimos para o See Forever Theater.
Aqui mais uma vez somos confrontados com imagens sobre esta cidade tão frenética e de repente, os estores abrem- se e lá está Nova Iorque, literalmente aos nossos pés com todo o seu esplendor.
Depois é só seguir para o observatório propriamente dito e deixarem-se encantar com as vistas.
Daqui é possível ter uma vista 360.º sobre Manhattan, Brooklyn, a Estátua da Liberdade e o Empire State Building.


Vale a pena ir no One World Observatory?
A vista do Observatório One World é realmente impressionante, especialmente porque o edifício é o mais alto da cidade e como fica no extremo sul da ilha, as vistas para Brooklyn, para a Estátua da Liberdade e para a baía do rio Hudson, são as melhores No entanto, não é para nós a melhor vista da cidade, pois deste edifício não dá para ver o Central Park e alguns dos edifícios mais emblemáticos, ficam muito reduzidos devido à distancia . Mas ainda assim na nossa opinião a visita é fantástica e vale a pena.
Nós subimos ao One World ao final do dia (8:10 pm) e embora nesse dia não tivéssemos sido brindados com o pôr do sol (tinha estado a chover e o céu estava nublado) vimos a cidade a mergulhar na escuridão e acender as suas luzes.
O edifício não só proporciona grandes vistas como é também lindíssimo por fora e vale a pena ser fotografado quer de dia quer de noite.

De regresso ao Hotel porque o dia, para nós já ia longo caminhamos por Wall Street à noite, e não é que tivemos imensa sorte, o CHARGING BULL estava sem as normais filas para o fotografar. Esta enorme escultura em bronze de um touro, representa a força e poder financeiro de Wall Street.

São imensas as filas de turistas que durante o dia querem tocar nos testículos, focinho ou chifres do touro, porque dizem as más línguas, traz sorte e dinheiro!
Hoje, jantamos street food e recolhemos cedo ao hotel, estávamos estoirados.


Esta viagem foi realizada de 2 de junho a 2 de julho, enquadrada na nossa Roadtrip pelos EUA, que se não acompanharam podem faze-lo agora. Nova Iorque foi o nosso primeiro destino e este é o segundo artigo desta nossa grande aventura.
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