CHEGADA AO JAPÃO: DE BUSAN A OSAKA, RUMO À MEMÓRIA DE HIROSHIMA

Depois de dias intensos na Coreia do Sul, chegou o momento de atravessar o mar do Japão e entrar num novo capítulo da viagem.

Voámos de Busan para Osaka, no Japão, numa transição quase simbólica entre os dois países tão próximos geograficamente, mas com identidades e culturas muito próprias.

De Busan a Osaka: primeiras impressões do Japão

O voo de Busan a Osaka é curto, com duração de cerca de 1h e 25m. Voámos com a Jeju Air e o voo só de ida para dois adultos custou €. 131,74.

A aterragem em Osaka marcou o nosso primeiro contacto com o Japão e acreditem que não foi a melhor experiencia que tivemos. Viajamos para o Japão na altura em que se realizava a Exposição Mundial de Osaka e claro, estivemos 2 horas na fila da imigração para dar entrada no país. Nada adiantou levar os Códigos QR preenchidos e impressos porque nem assim a fila foi mais rápida.

Os Códigos QR podem ser preenchidos antecipadamente na plataforma Visit Japan Web, mas não é obrigatório que o façam antes de entrar no país, pois podem preencher os impressos que vos dão no avião ou mesmo no aeroporto.

Alfandega feita, estava na hora de tratar do nosso transporte para o alojamento e para os próximos dias. Passamos nas instalações da Japan Railways (JR), onde compramos bilhetes de comboio para a estação de Skim Osaka e trocamos os vouchers do JR Pass pelo bilhete.

As instalações da JR no aeroporto de Kansai estão abertas das 5h30 as 23h..

O que vos pudemos dizer sobre o JR pass?

O JR Pass é um dos passes mais conhecidos para viajar pelo Japão e, no nosso caso, fez todo o sentido. Permite viagens ilimitadas nos comboios da Japan Railways (JR) durante um período fixo (7, 14 ou 21 dias), incluindo a maioria dos Shinkansen, autocarros e barcos operados pela companhia.

Para quem, como nós, fez vários trajetos longos — Osaka–Hiroshima é um ótimo exemplo — o passe rapidamente se paga.

Além da poupança, há a questão da comodidade: não é preciso comprar bilhetes a cada viagem, basta passar o passe nas cancelas e entrar e é ainda permitido reservar assentos gratuitamente.

A tudo isto há que somar o facto de não temos tempo ilimitado (com pena nossa) para viajar, pois se assim fosse poderíamos viajar com mais calma, sem pressas e em comboios mais lentos mas tambem mais económicos e poderíamos dispensar com certeza o passe.

Mas para um país onde os comboios são o principal meio de transporte, o JR Pass simplifica imenso o dia a dia.

O que é importante saber antes de comprar?

Nem tudo é perfeito, e convém esclarecer alguns pontos :

  • O JR Pass tem de ser comprado antes de chegar ao Japão
  • Nem todos os comboios Shinkansen estão incluídos (os mais rápidos, como o Nozomi, ficam de fora).
  • Só compensa se houver viagens médias ou longas planeadas.
  • Se tiverem pouco tempo de viajem, porque se passarem 3 meses no Japão podem viajar mai lentamente.

DICA: Antes de comprar, o ideal é fazer as contas: somar os principais trajetos previstos e comparar com o preço do passe. No nosso caso, com deslocações entre cidades, o JR Pass revelou-se uma excelente decisão — prático, eficiente e alinhado com a forma japonesa de viajar.

Compramos o passe para 14 dias, ainda em Portugal via internet. O preço é salgado €.457,00, cada passe na categoria Ordinary. Caso optem pela Green (equivalente à 1.ª classe) é mais caro, claro.

No balcão da JR, compramos bilhete para o Haraka Express, desde o aeroporto até à estação Skin Osaka, cerca de 50 minutos de viagem – €.8,00/cada passageiro.

Esta viagem está incluída no JR Pass no entanto nós optamos por não ativar o passe no dia 19/04, data em que chegamos ao Japão, mas sim no dia 20/04, porque o nosso ultimo dia no país seria no dia 03/05 e dariam 14 dias certos.

Aqui, além de ativar o passe para o dia seguinte, marcamos os assentos para o Skinkansen que ia para Hiroshima no dia seguinte.

Uma noite estratégica em Osaka

Para esta primeira noite no Japão, optámos por ficar no Comfort Hotel Shin-Osaka, uma decisão puramente estratégica — e que acabou por se revelar muito acertada.

O hotel era bastante confortável, tinha os típicos, para quem quisesse utilizar, pijamas e vários itens como champô, cremes e até máscaras à discrição e disponíveis na receção. Tinha tambem uma sala convívio com agua, sumo, chá e café à descrição e o pequeno almoço estava incluído.

O hotel cumpriu exatamente o seu propósito: confortável, funcional e eficiente. Não procurávamos luxo nem uma experiência prolongada na cidade, apenas um bom descanso e logística simples — e foi exatamente isso que encontrámos.

Shin-Osaka é o principal ponto de partida dos Shinkansen, os comboios de alta velocidade lá do sitio  e dormir aqui permitiu-nos começar o dia seguinte sem pressas, sem mudanças de linha desnecessárias e com o comboio rápido praticamente à porta. Para quem chega cansado de um voo internacional e sabe que vai seguir viagem cedo no dia seguinte, esta localização é ouro.

Esta escolha ajudou-nos a aproveitar melhor o tempo, reduzir o stress da manhã seguinte e iniciar a viagem para Hiroshima de forma tranquila, algo que no Japão faz toda a diferença.

🚄 Viagem de alta velocidade: Osaka → Hiroshima no Shinkansen

Na manhã seguinte, seguimos viagem no comboio rápido rumo a Hiroshima. O Shinkansen foi, por si só, uma experiência: conforto absoluto, pontualidade ao segundo e paisagens que passam como se fossem cenas de um filme. 💺

Duração da viagem: cerca de 80 – 90 minutos no Shinkansen (velocidade alta) entre Shin-Osaka e Hiroshima, com partidas muito frequentes ao longo do dia — geralmente a cada 10 – 15 min.

🧳 Regras de bagagem no Shinkansen (importante para quem viaja com JR Pass)

Viajar com várias malas grandes pode ser um desafio logístico nos comboios japoneses, então aqui vão as regras essenciais:

📦 Quantidade e tamanhos

  • Cada pessoa pode levar até 2 peças de bagagem sem custo adicional.
  • Cada bagagem deve ter no máximo 30 kg e uma soma das três dimensões até 250 cm (altura + comprimento + largura).

🧳 Bagagem “normal” (até 160 cm)

✔️ Pode ser levada sem reserva.
✔️ Pode ser guardada nos suportes acima dos assentos ou mesmo aos seus pés.
👉 Exemplos: malas médias, mochilas grandes ou malas até 160 cm.

📏 Bagagem “oversized” (entre 160 cm e 250 cm)

🔸 Como os Shinkansen Sanyo (linha Osaka–Hiroshima) têm espaço limitado para bagagem, é obrigatório reservar um assento específico para bagagem grande — estes assentos ficam junto a uma área onde se pode colocar malas maiores.

💡 Com o JR Pass essa reserva é gratuita, e a melhor altura para fazer é quando reservam os assentos do comboio — no balcão da JR ou nas máquinas de reserva da estação.

❗ Se têmbagagem grande e não reservam este tipo de assento, poderão ter de pagar uma multa de cerca de ¥1 000 por peça e a vossa mala pode ser movida pelo condutor para outro espaço no comboio.

❌ Bagagem muito grande (mais de 250 cm)

👉 Não é permitida a bordo.
💡 Nestes casos vale a pena usar um serviço de entrega de bagagem (takkyubin) entre hotéis ou estações, algo muito comum e barato no Japão.


🛫 Dicas práticas para viajantes no Japão

Bagagem leve para a cidade: Se a vossa viagem inclui muitas cidades, considerar deixar malas maiores no hotel ou enviar entre destinos pode ser uma ótima ideia. Outra alternativa é levar uma mala fácil de manejar. Optar por deixar as malas nos hoteis antes do check in e depois do check out, ou utilizar os cacifes disponíveis em todas as estações de comboio.

Reserva de assento: Mesmo com JR Pass, reservem sempre o assento para viajar de Shinkansen — especialmente em épocas de alta procura (fins de semana, feriados).

Cheguem cedo: Tentem estar na estação cerca de 15–20 min antes da partida para despachar bagagem se for o caso e encontrar o vosso comboio sem pressas, as estações são imensas.

Alojamento em Hiroshima

Para as duas noites em Hiroshima escolhemos o Via Inn Hiroshima Shinkansenguchi, um hotel que se revelou uma base super prática para explorar a cidade. A principal vantagem é a proximidade à estação central de Hiroshima — cerca de 3 minutos a pé da saída norte/Shinkansen — o que facilitou imenso chegar e sair da cidade, seja de comboio rápido ou de transportes locais.

O Hotel mostrou-se confortável, tinha incluído um pequeno almoço básico servido no restaurante adjacente e tinha várias itens gratuitos, como chá ou café, mascaras e vários produtos de beleza. Este hotel faz parte da rede JR e pode ser reservado com desconto para quem adquire o passe.

Tambem tinha um Spa, mas apenas podia ser frequentado por quem não fosse portador de tatuagens, que não é o nosso caso.

Sabem que no Japão ainda há muito preconceito relativamente às tatuagens?

Estar tão perto da estação significa também ter acesso fácil a diferentes opções de transporte para visitar os pontos principais. Para chegar ao Parque Memorial da Paz e ao Museu da Bomba Atómica, por exemplo, podem optar por um autocarro ou pelo elétrico (trams) desde a estação — uma forma barata e típica de se deslocarem na cidade.

Além disso, a zona em redor do hotel é agradável e funcional: há várias opções de restaurantes e cafés a poucos passos e a Estação de Hiroshima em si é um mundo, restaurantes, supermercados, lojas e mais lojas, nada falta ali.

No geral, a escolha deste hotel permitiu-nos reduzir tempos de deslocação, descansar bem entre os dias intensos de visita e ter todas as conveniências essenciais ao alcance, especialmente quando planeávamos sair cedo para explorar mais da cidade ou seguir em frente na nossa rota.

Chegar a Hiroshima trouxe uma mudança imediata de ambiente. A cidade é mais tranquila, quase contemplativa, e carrega um peso histórico impossível de ignorar.

Como chegar ao Memorial da Paz (dica prática para quem tem o JR PASS)

Uma das formas mais simples e convenientes de chegar ao Parque Memorial da Paz a partir da estação JR de Hiroshima é o autocarro turístico, tipo Hip Hop – Hiroshima Meipuru‑pu.

Este autocarro tem três circuitos que passam pelos principais pontos turísticos da cidade e tem paragens muito próximas do Parque da Paz, da Cúpula da Bomba Atómica e do Museu Memorial. A grande vantagem para quem viaja com JR Pass é que o Meipuru‑pu está incluído, bastando mostrar o passe ao motorista ao entrar — sem custos adicionais e viagens ilimitadas.

A única desvantagem é o horário, o primeiro sai às 9h30 e o serviço termina às 18h

Os autocarros partem diretamente da estação JR de Hiroshima, têm boa frequência ao longo do dia e são fáceis de usar, mesmo para quem visita a cidade pela primeira vez. Para além de prático, acaba por ser uma ótima forma de se orientar em Hiroshima.

Como alternativas, existem também os elétricos (trams), muito típicos da cidade, e os autocarros urbanos regulares, ambos económicos, embora não estejam incluídos no JR Pass. O táxi é outra opção, rápida e confortável, especialmente para quem viaja em grupo.

Check-in e visita ao Memorial da Paz

Depois do check-in no hotel, não perdemos tempo e partimos diretamente para a visita ao Memorial da Paz de Hiroshima. É um lugar que se vive em silêncio, com respeito e reflexão.

Parque Memorial da Paz de Hiroshima: o que ver e fazer

A visita ao Parque Memorial da Paz de Hiroshima é, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes de toda a viagem ao Japão. Mais do que um ponto turístico, este é um espaço de memória, reflexão e homenagem às vítimas da bomba atómica de 6 de agosto de 1945.

Antes da queda da bomba atômica, este lugar era o centro financeiro e político da cidade.

O parque cobre mais de 122.000 metros quadrados, é dedicado ao legado de Hiroshima como a primeira cidade do mundo a sofrer um ataque nuclear e à memória de todas as vítimas da bomba, é amplo, tranquilo e pensado para ser percorrido com tempo e respeito.

Cúpula da Bomba Atómica (Genbaku Dome)


Talvez o símbolo mais reconhecido de Hiroshima, a cúpula, declarada património Mundial pela Unesco, é um dos poucos edifícios que permaneceram parcialmente de pé após a explosão. Ver esta estrutura ao vivo é impactante e ajuda a perceber a dimensão da destruição. A bomba Little Boy, como foi apelidada, explodiu quase em cima deste prédio: o hipocentro fica a escassos 150 metros de distância e 600 metros de altura. É um local para parar, observar e refletir.

Museu Memorial da Paz


A visita ao museu é intensa e emocional. Através de objetos pessoais, fotografias, testemunhos e explicações históricas, o museu contextualiza o que aconteceu antes, durante e depois do ataque. Não é uma visita fácil, mas é profundamente educativa e necessária.

O Museu da Paz de Hiroshima está aberto das 8h30 às 18h (março a novembro) e das 8h30 às 17h (dezembro a fevereiro). Durante o mês de agosto, está aberta das 08h30 às 19h00 e a entrada custa 200 ienes/ adulto.

Monumento à Paz Infantil

No Japão, o grou é um símbolo de longevidade e fortuna, razão que o leva a ser um dos elementos mais populares no universo do origami, a ancestral arte japonesa de dobragem de papel.

Acredita-se, que o poder do grou de papel vai muito além da simples magia estética de transformação de um quadrado de papel na ave de origami mais icónica do mundo: segundo a “Lenda de Senbazuru”, a quem dobrar mil tsurus em papel será concedido um desejo.

Por todo o Japão, a história do jovem Sadako Sasaki, de 12 anos talvez seja a que melhor traduz essa popular lenda. Sadako Sasaki, que tinha apenas 2 anos quando a bomba explodiu, devido à radiação, foi diagnosticada com leucemia em 1955 e hospitalizada. Ali, no hospital, começou a dobrar os tsurus na esperança de lhe ser concedido o desejo de recuperação. Sadako morreu em outubro de 1955.

Não obstante, sua história ecoou por toda a nação nipónica, pelo que estas pequenas peças artesanais continuam a ser um símbolo de recuperação, de mensagens de paz e de esperança por todo o Japão.

No Monumento à paz infantil está um grou de papel feito em bronze, elemento doado por Hideki Yukawa, o primeiro japonês a ser distinguido com um Nobel de Física, em 1949.

E em seu redor vêem-se pendurados grous de papel de múltiplas cores, originários de todo o planeta.

Cenotáfio das Vítimas da Bomba Atómica


Localizado no eixo central do parque, o Cenotáfio homenageia as 200.000 vítimas da bomba atômica e está alinhado visualmente com a Cúpula da Bomba Atómica.

O Cenotáfio, obra de Tange Kenzo, foi inaugurado em 1952, no dia do 7º aniversário da queda da bomba. É um espaço de silêncio e homenagem, muitas vezes com flores e mensagens deixadas por visitantes de todo o mundo.

Quando colocados de frente para Cenotáfio, a estrutura em forma de arco emoldura o Lago da Paz, a Chama da Paz e a Cúpula da Bomba Atômica, pois estão perfeitamente alinhados.

Chama da Paz

A chama arde continuamente desde 1964 e só será apagada quando todas as armas nucleares forem abolidas. Um símbolo poderoso de esperança e de um futuro mais pacífico.

Passear e refletir
Para além dos monumentos específicos, vale a pena simplesmente caminhar pelo parque, sentar-se junto ao rio e observar o ambiente sereno. Hiroshima conseguiu transformar um local de enorme tragédia num espaço que promove a paz, a memória e a educação.

Visitar o Parque Memorial da Paz não é apenas “ver” Hiroshima — é compreendê-la.

Saímos de lá em silêncio, com emoções fortes e a certeza de que este é um lugar que deixa marca em qualquer viajante.

Mais do que aprender sobre o passado, é um convite a pensar no presente e no futuro. Hiroshima não é apenas uma cidade marcada pela tragédia, é também um poderoso símbolo de reconstrução, resiliência e paz.

Saímos do memorial em silêncio, com aquela sensação difícil de explicar — um misto de tristeza, respeito e esperança. Foi, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes de toda a viagem.

Hiroshima para lá da Bomba

Para além do Parque Memorial da Paz, Hiroshima tem vários pontos de interesse que ajudam a equilibrar a carga emocional da visita com cultura, história e vida local.

Castelo de Hiroshima

Reconstruído após a guerra, o Castelo de Hiroshima é um bom local para compreender a história feudal da região. Rodeado por um fosso e zonas verdes, é agradável para uma visita tranquila ou uma caminhada. Do topo, há vistas interessantes sobre a cidade.

Jardim Shukkeien

Um verdadeiro refúgio no meio da cidade. Este jardim paisagístico tradicional japonês é perfeito para abrandar o ritmo, especialmente depois da visita ao Memorial da Paz. Lagos, pontes, árvores cuidadosamente podadas e pequenos recantos fazem deste espaço um dos mais bonitos de Hiroshima.

Hondori Street

Para sentir o lado mais quotidiano e moderno de Hiroshima, a rua pedonal Hondori é ideal. Cheia de lojas, cafés e restaurantes, é um bom local para passear ao final do dia e observar a vida local.

Gastronomia local


Hiroshima é famosa pelo seu okonomiyaki, preparado de forma diferente do de Osaka, com camadas bem definidas. Provar esta especialidade local é quase obrigatório e faz parte da experiência de conhecer a cidade. Nós paramos no Nagata-ya e foi uma experiencia e tanto.

Não adoramos o Okonomiyaki, a chamada piza japonesa, mas amamos as Gyozas.

Uma recomendação, quando provarem o Okonomiyaki (sim vale a pena experimental porque é diferente de tudo o que estamos habituados e o sabor é bastante bom) peçam apenas um porque dois para duas pessoas é demais

Estava na hora de regressar ao hotel, descansar e preparar o dia seguinte, ainda em Hiroshima ou melhor nas imediações .

Esta viagem foi realizada entre os dias 11 de abril e 4 de maio de 2025, quando visitamos a Coreia do Sul e o Japão.

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FUI Travels

Sou a Carla, advogada de profissão e turista sempre que posso. Sou casada com o Paulo, o meu companheiro de viagem, mãe de dois rapazes e de um patudo. Sonho em viver pelo mundo, perder-me por locais desconhecidos e relatar tudo o que vejo e sinto.

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