BOCAS DEL TORO 

O nosso último destino no Panamá 

Fim do dia em Bocas City com vista para Isla Carenero

Localizada praticamente na fronteira com a Costa Rica, com uma parte no continente e a restante no mar do Caribe, encontra-se a província de Bocas del Toro. 

A parte insular é composta por 9 ilhas principais, umas dezenas de cayos e milhares de ilhotas, classificadas como Parque Nacional Marinho que está declarado como Património da Humanidade da UNESCO.     

Vista global do arquipélago de Bocas del Toro

Bocas não tem, em nossa opinião, a beleza de San Blas, mas supera aquele arquipélago em termos de infraestruturas turísticas. É muito procurado pelo seu ambiente descontraído, pelas suas belas praias de águas cristalinas e pelas boas ondas para o surf.  

Bocas Town, a capital, situa-se na Isla Colón. É aqui que está também o aeroporto internacional e uma grande parte das infra estruturas, como bancos, correios, supermercados, restaurantes, bares e agências de turismo.

COMO CHEGAR A BOCAS DEL TORO DESDE A CIDADE DO PANAMÁ 

Via Aérea 

Com partidas desde o Aeroporto Albrook (não é o mesmo aeroporto que se chega ao Panamá, esse é o Aeroporto Internacional Tocumen), para o Aeroporto Internacional de Bocas del Toro, a bordo de um pequeno avião pequeno – Fokker 50 – operado pela companhia aérea Air Panamá.

O voo dura 45 minutos e custam cerca de $150 (custavam quando nós fomos). Se optarem por ir de avião, tenham em conta que o limite de bagagem de porão é de 15 kilos. 

Via Terrestre     

De carro alugado ou de BUS até Almirante e daí de barco até Bocas Town na Isla Colón.  

Se optarem pelo BUS, o mesmo sai do terminal de BUS de Albrook. 

Há cinco ligações por dia, a viagem dura quase 11 horas e custa $27. 

Os autocarros são de qualidade razoável e a condução é boa. Durante o trajeto são efetuadas duas paragens. 

Nós optamos por esta via, embora seja muito demorada, marcamos as deslocações nocturnas e assim poupamos o custo do hotel dessa noite. 

Compramos o bilhete no terminal de Albrook, 36 horas antes da partida, escolhemos o BUS que sai às 20 horas para chegarmos a Almirante às 6 horas da manhã. 

Importante: Se optarem pelo autocarro levem roupa quente, muuuuuuito quente. Não sabemos bem porquê, mas os autocarros levam o ar condicionado na temperatura mais baixa e parece que estamos no Polo Norte.           

Quando chegarem a Almirante tem de apanhar um táxi (dá para dividir e o custo é de $1/pessoa) até ao porto de embarque para a Ilha Colón. Do porto até à ilha demora 30 minutos e custa $8/pessoa.

Atenção o último barco sai às 18:00 

Se optarem por ficar noutra ilha que não seja a Isla Colon tem de combinar com o barqueiro a viagem até à ilha pretendida.    

Não tem o que enganar

ONDE SE INSTALAR EM BOCAS  

A maior concentração de opções hoteleiras é sem dúvida em Bocas Town, na Isla Colon, mas também há opções nas Isla Carenero ou Isla Bastimentos.

Existe uma grande variedade de hotéis, desde os mais simples até alguns mais luxuosos, mas todos num estilo rústico típico de Bocas. 

Nas pesquisas que fizemos lemos que o centro da cidade de Bocas podia ser bastante barulhento e que o pessoal pouco dormia, pelo que optamos por ficar a dois quilómetros do centro, em Saigon Bay. 

Já no local verificamos que não tinha sido a melhor opção, uma vez que o centro não era assim tão movimentado (nós fomos em dezembro de 2021, ainda havia Covid), resumindo cada vez que íamos passear ou regressamos tínhamos que andar 2 kms, não era muito, mas com o calor e cansados da praia, era terrível. 

Mas nem tudo era mau no nosso alojamento, adoramos o píer e a vista desafogada com um pôr do sol belíssimo, a cadela pit bull dos nosso anfitriões que era uma doçura e o facto de ser um Bed and Breakfast que permitia utilizar a cozinha.     

O melhor do nosso alojamento

Assim aconselho um hotel no centro de Bocas (acho que devem apenas evitar aqueles que ficam perto do Selina Hostel, caso não queiram grandes festas).  

QUANTOS DIAS FICAR E A MELHOR ÉPOCA PARA IR

Nós ficamos 3 dias completos e pensamos que é o suficiente, dá para fazer praia e alguns passeios. 

O clima de Bocas del Toro é tropical e húmido, provavelmente irá chover num dos dias em que lá estiverem, até mesmo nos meses mais secos. O período de chuvas vai de abril a agosto e de novembro a janeiro. Portanto, se puderem escolher o período para visitar Bocas, escolham fevereiro, março, setembro e outubro (nós fomos em dezembro e claro choveu um dia). 

PASSEIOS EM BOCAS DEL TORO

  • Na Isla Colon: 

Playa Estrela e Boca del Drago – é só apanhar a van na praça principal, a viagem custa $2,5/pessoa e dura cerca de 40 minutos. 

A van pára em Boca del Drago e para chegar à Playa Estrella ou se caminha por 20 minutos ou se apanha um barco por $3/pessoa, que os deixam diretamente na areia. 

Importante: Caso pretendam regressar a Bocas Town por barco combinem logo com o barqueiro a hora de  regresso e o valor, mas podem contar com cerca de $5/pessoa. 

A Playa Estrella tem restaurantes e espreguiçadeiras, nós almoçamos por lá com os pés na areia e nem achamos assim tão caro. 

Nesta praia além das estrelas do mar que lhe dão nome encontramos também uma preguiça, que se alimentava no topo das árvores. 

Regressamos de barco e a viagem durou cerca de meia hora. 

Playa Estrella no final do dia

Daqui também é possível ir à Isla de Los Pájaros ou ao Cayo Cisne, mas segundo li o mar tem de estar em condições absolutamente fantásticas.   

Na Isla Colón também há a Playa Bluff, conhecida pelas excelentes condições para o surf, não fomos, mas lemos que dá para ir de bicicleta, que podem alugar, caso do vosso alojamento não disponibilizar gratuitamente. 

  • Cayo Zapatilha

É um passeio para o dia todo (custa cerca de $25/pessoa) e compra-se no porto em que se chega à ilha.  

O passeio começa às 10 horas, tem uma primeira paragem na Bahia de los Delfins (sim vi uns golfinhos, mas depois dos Açores, não há comparação).  

Há uma paragens para snorkeling antes de nos dirigiremos para Cayo Zapatilla. 

Nem mesmo a chuva afasta a beleza do local

Embora estivesse a chover quando lá fomos, deu para ver que é um sítio muito bonito e que com sol deve ser magnífico. Mas a chuva não nos impediu de fazer o Sendero de las Bromelias, nem de tomar uns banhos naquelas águas claras. 

De regresso mais snorkeling no Cayo Coral e almoço no restaurante palafitado Jasmim. 

O restaurante pronto para nos receber
A preparação do almoço

Quando chegamos a Bocas ficamos um pouco na cidade aproveitamos o Brother´s a tomar uns copos, a curtir o movimento e a fazer horas para o jantar. 

  • Isla Bastimentos

Red Frog Beach – para chegar até lá é preciso contratar um barqueiro, ida e volta por pessoa custa $14 e a viagem dura 15 minutos. 

Ainda tem de se pagar uma taxa turística de $5/pessoa, para entrar em propriedade privada. 

O cais de desembarque, mais à frente está a portaria onde se paga os $5

A praia tem alguma ondulação, mas é vigiada, tem bares na praia e espreguiçadeiras. 

Um coqueiro resistente na Red Frog Beach

Combine logo com o barqueiro a hora de regresso. 

  • Isla Carenero

Não fomos mas pareceu-nos muito animada, com alguns restaurantes e com um hotel que achei um charme.

Hotel super charmoso na Isla Carenero

COMO IR DE BOCAS DEL TORO PARA PUERTO VIEJO DE LA TALAMANCA NA COSTA RICA

Este seria o nosso último destino no Panamá. daqui seguimos para a Costa Rica – Puerto Viejo de Talamanca.

No porto compramos o Shuttle para Puerto Viejo, com saída da Isla Colon às 8:00 am e chegada às 12:00 pm. Inclui barco até ao Porto em Almirante e de lá sai uma van até à fronteira do Panamá, onde saímos, carimbamos o passaporte e atravessamos a ponte a pé para fazer a entrada na Costa Rica. 

Depois das formalidades fronteiriças, entramos noutra van que nos aguarda e nos leva para Puerto Viejo. Tudo isto custa $25/pessoa.           

O pier de onde partimos para o continente panamenho
FUI Travels

Sou a Carla, advogada de profissão e turista sempre que posso. Sou casada com o Paulo, o meu companheiro de viagem, mãe de dois rapazes e de um patudo. Sonho em viver pelo mundo, perder-me por locais desconhecidos e relatar tudo o que vejo e sinto.

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