Março termina e estamos hà 18 dias de quarentena por causa do Covid-19.
Não é fácil ficar em casa confinado, partilhar o espaço todos os dias com marido ou mulher, filhos, pais, cães e gatos. E quando o espaço é pouco ainda é mais difícil.
É nesta altura que nos lembramos das varandas que fechamos para fazer escritórios ou para arrumarmos tralha, que agora não faz falta alguma.
Precisamos de ar, de sol, de caminhar, de nos esticarmos e por isso saímos das nossas casas, com a desculpa do cão que raramente ia à rua, das compras, embora a dispensa esteja cheia ou do desporto que nunca praticamos.
Mas nem tudo neste confinamento tem sido negativo, cá por casa, já conseguimos fazer coisas que há 2 anos estavam para fazer.
Montamos os moveis do escritório e arrumamos as tralhas que andavam por aqui a ganhar pó.
Penduramos quadros que desde a mudança aguardavam encostados à parede.
Compramos livros on line e tintas para restaurar moveis, que estamos a pintar.
Fizemos prendas e vimos fotos que já não víamos há anos!!! E assim festejamos o Dia do Pai.
Exercitamos a nossa fé de maneiras criativas e até penduramos um terço na porta, coisas de avó, mas que a fé nos faz manter.
Caminhamos enquanto foi possivel ao pé do mar e agora caminhamos ao pé de casa e aproveitamos para apanhar flores para enfeitar as jarras.
Dormimos, lemos, vimos filmes e séries, cozinhamos e tomamos refeições ao sol, quando ele aparece.
Ah, a Primavera chegou e a hora mudou.
O puto teve aulas, explicações, catequese e escuteiros, tudo on line. E nós estamos em teletrabalho e de repente descobrimos que gostamos e que somos capazes de nos organizar e fazer tudo o que fazemos na empresa.
E por fim celebramos um aniversário. O primeiro on line, com os amigos e família presente cantou-se os parabéns, fez-se e decorou-se o bolo “in house”, as prendas foram as possíveis, mas foram oferecidas de coração e a vida continua .
Amanhã é Abril e a quarentena continua.






