O QUE NÃO PODE PERDER NA SUA VISITA A BERLIM

1. Portão de Brandenburgo ou Brandenburg Tor

Portão de Brandeburgo

Com a queda do muro, este portão, o único resistente das muitas entradas da Berlim fortificada, converteu-se no símbolo da Unificação da cidade, mas nem sempre assim foi considerado.

Em 1788 a mando do Rei da Prússia Friedrich Wilhelm II, a antiga porta de entrada de Berlim deu lugar a este magnífico Portão inspirado na entrada da Acrópole em Atenas, que deveria simbolizar a paz.


No seu topo foi colocada uma quadriga composta por quatro cavalos guiados pela Deusa Vitória.

Nas guerras Napoleónicas e com a consequente derrota da Prússia, Napoleão mandou retirar a Quadriga para Paris. No entanto o exército Prussiano venceu Napoleão e recuperou a Quadriga que foi condecorada com a cruz de ferro.

Durante a Segunda Guerra Mundial o portão sofreu vários danos, que só vieram a ser recuperados depois da reunificação da Alemanha.

No pós guerra, entre 1961 e 1989, com a construção do Muro, o Portão ficou inacessível aos cidadãos comuns.

Atualmente é palco de festejos e local de visita obrigatória dos turistas.

Localização:Fica no início da famosa Avenida Unter den Linden, adjacente à “Pariser Platz” (Praça parisiense), que dizem as más-línguas, que este nome lhe foi atribuído para lembrar as vitórias prussianas contra a França.

Do outro lado inicia-se o Tiergarten e a um quarteirão fica o Reichstag (Parlamento).


    
2.Monumento à Memoria dos Judeus da Europa Assassinados


Éo memorial mais importante do holocausto na Alemanha. Este monumento ocupa 19.000 metros quadrados, do local onde antes se situava a “faixa da morte” (distância entre dois muros erguidos e como o nome indica, quem pisasse morria).

O monumento consiste em 2.711 blocos de betão, que segundo o arquiteto foram desenhados “para produzir uma atmosfera confusa e intranquila, e toda a escultura visa representar um sistema supostamente ordenado que perdeu o contato com a razão humana”.


Integra ainda o memorial, uma sala subterrânea com 800 metros quadrados onde está documentada a perseguição e o extremínio dos judeus.

19.000 metros quadrados ocupados por 2711 blocos de betão 

A entrada é gratuita e o acesso aos blocos efectua-se durante tudo o ano e durante as 24 horas do dia.


O centro de informação está aberto de abril a setembro de terça a domingo das 10 às 20 horas e de outubro a março de terça a domingo das 10 às 19 horas. Encerra às segundas feiras, 01 de janeiro e 24 e 26 de dezembro.


Localização:  Fica a um quarteirão do Portão de Brandenburgo, por detrás da Embaixada dos Estados Unidos da América.

3. Catedral de Berlim (Berliner Dom) 


Localizada às margens do Rio Spree, na ilha dos museus é a maior e mais importante igreja protestante de Berlim, por muitos considerada a congénere protestante da Basílica de São Pedro no Vaticano.

Durante a 2ª Guerra Mundial a cúpula foi atingida num ataque aéreo, que a destruiu completamente e o fogo terá alastrado ao interior da Catedral.

Como a Catedral estava localizada no lado Oriental de Berlim, os trabalhos de reconstrução demoraram imenso e só foram possíveis com os donativos da Alemanha Ocidental e da Igreja Protestante.  

A Catedral é majestosa quer por dentro, quer por fora e o seu interior guarda o maior órgão de tubos da Alemanha e a Cripta da Família Hohenzollern.

A cúpula é visitável e a vista sob a cidade é deslumbrável, para quem tenha a coragem de subir 270 degraus.



Vista da cúpula da Catedral

Está aberta de segunda a sábado das 09:00 às 20:00 e domingos e feriados das 12:00 às 20:00. Durante os meses de outubro a março fecha às 19:00.

A fachada principal da Catedral fica virada para a Lustgarten, uma praça de relvado, árvores e uma fonte que permite relaxar nos dias mais ensolarados.


Preço da entrada: Público em geral 7 euros

Como chegar: S-Bahn: Linhas S5, S7 e S75, Estação Hackescher Markt

E já agora, que estamos nas redondezas porque não visitar os Hackesche Höfe (Pátios Hackesche) que ficam em frente ao Hackescher Markt e são uma das atrações mais populares de Berlim. Trata-se de um conjunto de prédios, entre as ruas Rosenthalerstr. e Sophienstr., e que são interligados por oito pátios internos.



4. Reichstag (parlamento Alemão)

Vista global do Palácio Reichstag, incluindo a cúpula de vidro sob o Parlamento

É a atual sede do Parlamento Alemão (Deustscher Bundestag).

O edifício Reichstag foi inaugurado em 1894 e foi daqui que foi proclamada a República em 1918.

Logo após a nomeação de Hitler como chanceler em 1933, o edifício sofre um grande incêndio (cuja autoria foi atribuída aos comunistas, o que até deu jeito para dar início ao seu extermínio, levado a cabo pelas tropas nazis). A sala do parlamento e a cúpula ficaram totalmente destruídas.

Com o fim da 2ª Guerra Mundial (1945) os soviéticos hastearam a bandeira da União Soviética no telhado do edifício como símbolo da derrota nazi.

O edifício ficou ao abandono durante anos, uma vez que o parlamento de Berlim Ocidental estava sedeado em Bona, tendo sido equacionada a sua demolição.

Com a reunificação da Alemanha e com a volta do parlamento ao Reichtag o edifício foi restaurado e adicionada uma cúpula de vidro com 23,5m de altura sob a sala do parlamento, um projeto de Norman Foster, arquiteto inglês.

A cúpula toda revestida em vidro e com uma coluna central de espelhos que reflete a luz solar, proporciona luz natural na sala do parlamento. Esta cúpula de vidro simboliza igualmente a transparência.



O acesso à cúpula e as visitas ao parlamento (este último com visita guiada) são gratuitas, mas têm de ser marcadas antecipadamente via internet, através do sítio oficial www.bundestag.de.

Nós fizemos apenas a visita à cúpula, uma vez que as visitas ao parlamento estavam esgotadas. À entrada, depois do controle policial de mochilas e de identificação, é oferecido um audioguia em português que vai narrando a história do edifício e fazendo uma referência aos principais edifícios ao redor do parlamento.


O visitante inicia assim a subida de 230 metros sob a rampa em espiral, de onde pode acompanhar a atividade parlamentar por baixo dos seus pés, que simboliza o poder do povo acima do poder politico. 

Por baixo dos vidros estão as cadeiras azuis do Parlamento Alemão


A cúpula é aberta por uma questão de eficácia energética, sendo inclusive a água da chuva aproveitada para a refrigeração do edifício.

O edifício está aberto todos os dias das 8:00 às 24:00 (sendo a última entrada efetuada às 22:00 horas)


No topo existe um restaurante onde se pode reservar mesa através do email kaeferreservierung.berlin@feinkost-kaefer.de.

5- Potsdames Platz e Sony Center
Esta praça era já um centro movimentado de Berlim durante os anos 20, no entanto, foi seriamente danificada durante a 2ª Guerra Mundial. Com a divisão de Berlim em setores acabou por ficar na fronteira entre o setor americano, soviético e britânico, tendo sido totalmente reconstruída após a queda do muro.

6- Ilha dos Museus


Berlim tem mais de 170 museus espalhados pela cidade, mas é na ilha Speeinsel, ela própria Património Mundial da Unesco, que estão reunidos os cinco dos museus mais importantes.

a) Altes Museum (Museu Antigo) onde é exibida uma coleção de antiguidades da Grécia e de Roma.

b) Neus Museum (Museu Novo) tem expostas coleções sobre a Pré-História, a História Antiga e o Egipto Antigo. É neste museu que está exposto o busto da antiga Rainha Egípcia Nefertiti.            

c) Alte Nationalgalarie (Galeria Nacional Antiga) inspirada na Acrópole de Atenas, exibe coleções do Impressionismo, Romantismo, Neoclassicismo, o período Biedermeier e o início do Modernismo.

d) Bode Museum (Museu Bode) onde são exibidas várias esculturas, arte bizantina e uma grande coleção de moedas.

e) Pergamonmuseum (Museu Pergomon) é o maior e mais famoso de todos os museus de Berlim e sem dúvida o mais visitado. Lá poderá ser apreciado o Altar de Pérgamo, o Portão do mercado de Mileto, a Porta de Ishtar (o oitavo portão que dava acesso à cidade da Babilónia) e a fachada de Mshatta da Jordânia.         

Porta do Mercado de Mileto  – Interior do Museu Pergomon

Os museus estão abertos das 10:00 às 18:00, mas devem confirmar os horários no sítio www.smb.museum.de.

Existem bilhetes para apenas um museu, outros, válidos para um dia, que permitem a entrada para os cinco museus da ilha e ainda outro, válido para três dias, que permite a entrada para 30 museus.

Nós visitamos apenas o Pergamonmuseum, cuja entrada custa 12,00.euros Aconselho no entanto, a irem cedo porque as filas são intermináveis.

Perto, mas já fora da Ilha, está o Deutsches Historisches Museum, instalado no mais antigo prédio da Unter den Linden. Este museu dá a conhecer um pouco da história alemã, desde a época das Tribos Bárbaras até ao Sacro Império Romano Germânico e atualidade.


 
7- Alexandreplatz




Vista panorâmica da Torre da TV e da Marierkirche

É a praça mais conhecida de Berlim e tem o seu nome em homenagem ao Czar Russo Alexander I.


Foi o centro de Berlim Oriental durante a divisão de Berlim. É um importante interface de transportes da cidade e um centro comercial bastante ativo. Daqui, facilmente se acede à Berliner Fernsehturm, a Torre da TV, com mais de 368 metros de altura e, segundo dizem, (eu não pude constatar porque estava nevoeiro no dia que ia subir à Torre) é a melhor vista da cidade. Não perder também, o Urania-Weltzeituhr, o Relógio Mundial, o edifício da Câmara – Rotes Rathaus, com os seus tijolos vermelhos, a Fonte de Neptuno e a antiga igreja católica, hoje protestante luterana, a Marienkirche ou a Igreja de Santa Maria do sec. XIII.

Ao atravessar a avenida em frente a esta igreja está o Hotel Radission Blu, não deixem de entrar para ver o enorme aquáriosituado no hall.






8- Gendarmenmark



Considerada a praça mais bonita de Berlim, tem três harmoniosos edifícios. O do centro, a Casa dos Concertos e de cada lado, as catedrais gémeas francesa e alemã.

Casa dos Concertos



9- Avenida Unter den Linden


Esta avenida vai desde a Pariser Platzaté à Schossbrucke, passando por alguns dos stands de automóveis mais caros do mundo, pela Ópera de Berlim, a Universidade Humboldt, os Palácios do Príncipe Herdeiro e da Princesae a Bebelplatz, memorial à queima de livros considerados impróprios para os Nazis (O memorial traduz-se apenas em prateleiras vazias, num sala subterrânea completamente branca).




10. Muro de Berlim

Existem locais onde é possível visualizar parte do muro que dividiu a cidade de Berlim por quase 28 anos, são eles, o Gendenkstatte Berliner Mauer (Memorial do Muro), a East Side Gallery e na Niederkirchner Strasse onde se situa a Topografia do terror. Sobre este tema é também interessante a visita ao Checkpoint Charlie, o posto militar na fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental, onde se pode fotografar aquele posto, carimbar o passaporte (mediante pagamento) e ver a famosa placa que informa “you are leaving the American sector”.

O muro e toda a história que o rodeia, assim como os locais que o dão a conhecer, merecem por si só uma publicação.

Chapa de metal que assinala o local onde passava o muro de Berlim antes da sua demolição


Em três dias (tempo que tivemos em Berlim) pouco mais dará para ver, no entanto, se sobrar um tempinho não se deve perder a Gedachtniskirkeou a igreja quebrada, bombardeada durante a 2ª Guerra e deixada destruída para recordar a todos o horror vivido naquele tempo. E ainda o famoso e enorme parque Tiergarten.  












































  









FUI Travels

Sou a Carla, advogada de profissão e turista sempre que posso. Sou casada com o Paulo, o meu companheiro de viagem, mãe de dois rapazes e de um patudo. Sonho em viver pelo mundo, perder-me por locais desconhecidos e relatar tudo o que vejo e sinto.

Partilhe nas Redes Sociais

Mais para explorar

Memorial de Caen com bandeiras das nações aliadas em Caen, Normandia

Caen — A cidade que devíamos ter visitado primeiro

Caen, na Normandia, é uma cidade onde a história medieval e a memória do Dia D se encontram. Neste artigo contamos porque devíamos ter visitado Caen antes das Praias do Desembarque e o que aprendemos com esse erro de roteiro.

Deauville, Trouville & Cabourg

Entre o glamour de Deauville, a autenticidade de Trouville e o encanto literário de Cabourg, três cidades da Côte Fleurie revelam diferentes rostos da Normandia. Praias, mercados, Belle Époque, gastronomia e a memória de Proust num percurso à beira do Canal da Mancha.

2 Responses

  1. Fogo, Gaja! Muito bem! Gosto muito! As descrições são muito úteis e as fotos soberbas :))))
    Acho que devias considerar uma carreira como guia turística ou abrires a tua própria agência de viagens ;))))
    It is me, the forty girl 😛

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Conteúdo protegido.