Praga, passo a passo: como um jovem viajante planeou a sua própria viagem (e como vocês também o podem fazer)
Um roteiro independente criado por um jovem viajante para inspirar quem quer aprender a organizar a sua própria viagem
Viajar de forma independente aprende-se e, muitas vezes, começa em casa.
Este artigo sobre Praga nasce do olhar curioso de um jovem viajante que cresceu a ver viagens serem sonhadas, planeadas e vividas com amor.
As competências de organização que aqui encontram foram sendo construídas ao longo do tempo: nas conversas antes de cada partida, nos mapas abertos em cima da mesa, nos detalhes partilhados neste blog e, sobretudo, no exemplo constante de que viajar é mais do que chegar a um destino — é preparar o caminho.
Este roteiro é, por isso, mais do que um plano de viagem: é a prova de que, quando se transmite paixão e método, qualquer pessoa pode aprender a criar a sua própria aventura.
“ Dia 1
Do aeroporto ao Alojamento, Cidade Velha, a Ponte Carlos e o Encanto de Malá Strana
Aterramos em Praga por volta das 11h optamos por um voo que saía muito cedo de Lisboa para assim aproveitarmos este dia da viagem.
Como fomos do Aeroporto de Praga para o Centro da cidade:
O Aeroporto de Praga é a principal porta de entrada para a República Checa. Está localizado 17 km a noroeste do centro da cidade e é o maior aeroporto do país e um dos principais do Leste Europeu.
Nós chegamos pelo Terminal 2, onde chegam os voos provenientes de países que fazem parte do Tratado de Schengen e na saída do terminal ficam as paragens de vários autocarros que é possível apanhar para a cidade.
Nós optamos pelo autocarro 119 (à noite é o 59) até Nádraží Veleslavín, onde fizemos ligação para a linha A do metro. Esta linha atravessa várias zonas centrais e turísticas, e nós saímos na estação Staroměstská, a mais próxima do nosso alojamento.
A viagem custou 40 CZK (cerca de 1,60€) por pessoa. Os bilhetes podem ser comprados online, através da aplicação Pid Lítačk, ou diretamente nas máquinas situadas nas paragens de autocarro.
Mas atenção existem outros meios para chegar do aeroporto ao centro. O mais utilizado (mas que para nós não compensava) é o Airport Express Prague, que leva cerca de 30 minutos até ao centro e que tem paragens de embarque em frente aos dois terminais do aeroporto e o valor da viagem é cerca de 60CZK.
Autocarros de linha regular, alem do 119 que nós apanhamos:
100: Zlicin liga à linha “B” do metro e tem paragem de embarque em ambos os terminais;
179: Motol Hospital Nové Butovice, com serviço apenas no terminal 1;
225: Stodlky (Metro) / Luka (Metro) / Nové Butovice (Metro), com paragem de embarque em ambos os terminais.
Malas deixadas no alojamento (tentamos sempre ficar em alojamentos que tenham possibilidade de deixar a bagagem e que tenham uma pequena cozinha para fazermos algumas refeições, como por exemplo pequeno-almoço e umas sandes para ir comendo durante o dia) e partimos à descoberta da cidade.
Bairros de Praga
Antes de vos deixarmos o nosso roteiro e reporte da nossa experiência é importante referir que Praga está organizada em cinco bairros principais:
Staré Město (Cidade Velha)
Josefov (Bairro Judeu)
Nové Město (Cidade Nova)
Hradčany (Distrito do Castelo)
Malá Strana (Cidade Pequena)
Esta divisão ajuda bastante na preparação do roteiro. Ao longo da nossa viagem explorámos cada um deles e vamos contar tudo.
Primeiras Impressões da Cidade Velha
Começámos o dia com um passeio pela Cidade Velha (Staré Město). Passámos pela Náměstí Franze Kafky, a praça onde nasceu Franz Kafka, um dos escritores mais marcantes da literatura do século XX.
Na Praça da Cidade Velha, onde regressaríamos mais tarde para explorar em detalhe, destacámos de imediato a estátua central de Jan Hus. Reformador religioso e precursor do protestantismo, Hus foi queimado vivo após ser acusado de heresia no Concílio de Constança. A sua morte esteve na origem das Guerras Hussitas, um marco na história checa.
Visitámos ainda a Biblioteca Municipal, que guarda milhões de volumes, mas cuja maior atração é o famoso Idiom, uma torre feita de 8.000 livros, criada pelo artista Matej Krén. Com espelhos estrategicamente posicionados, dá a ilusão de um túnel infinito de livros. Esta é sem dúvida uma das instalações artísticas mais fotografadas de Praga.
A Ponte Carlos
Seguindo o percurso em direção ao nosso ponto de encontro para o Free Tour, que marcamos ainda em Lisboa, atravessámos a célebre Ponte Carlos, a mais antiga da cidade ainda em funcionamento. Construída em granito no estilo gótico, tem 516 metros de comprimento, 16 arcos e 3 torres de entrada e foi construída para substituir a ponte antiga destruída numa inundação.
Ao longo da ponte erguem-se 30 estátuas, todas réplicas das originais (que se encontram no Museu Nacional). A mais famosa é a estátua de São João Nepomuceno, mártir que, segundo a tradição, foi atirado ao rio e voltou à vida.
Esta ponte foi fundamental para o comércio e consolidou Praga como capital do Sacro Império Romano-Germânico.
SABIAM QUE, segundo conta a lenda, a primeira pedra da ponte foi colocada a 9 de julho de 1357, às 5h31 da manhã. O rei Carlos IV, devoto da numerologia, escolheu esta data e hora para formar uma sequência numérica simétrica: 1357 9/7 5:31.
Malá Strana: Palácios e Jardins
Atravessada a ponte, chegamos a Malá Strana, a “Cidade Pequena”.
Fundada como cidade separada e inicialmente destinada a colonos alemães, tornou-se a área nobre da capital, repleta de palácios barrocos e jardins tranquilos.
Destacamos o Jardim Wallenstein, onde hoje se situa o Senado, mandado construir por Albrecht von Wallenstein, general e duque, durante a Guerra dos Trinta Anos, com o objetivo de rivalizar com o Castelo de Praga.
O jardim tem 1,7 hectares, esculturas mitológicas (como Vénus e o Cupido), uma elegante Sala Terrena, e até uma parede artificial com estalactites, onde se escondem silhuetas de animais e monstros.
Outros espaços verdes desta zona são o Vojanovy Sady e o Parque Cihelná, ideais para passeios mais tranquilos.
Free Tour em Malá Strana
Foi neste bairro que iniciámos o nosso Free Tour, escolhido precisamente por ser uma zona menos explorada nos roteiros convencionais. Fizemos o passeio com a empresa espanhola Torres de Praga e a experiência foi excelente.
O tour focou-se sobretudo na influência germânica na cultura checa, mostrando como, durante séculos, a língua e identidade checa foram marginalizadas. Abordou ainda os períodos sombrios do nazismo e do comunismo, revelando marcas ainda visíveis na cidade.
Entre os pontos visitados, destacamos:
A rua mais estreita de Praga, com semáforo para controlar a passagem;
A curiosa estátua dos homens a urinar sobre o mapa da República Checa, de David Černý;
Mais uma das casas onde viveu Franz Kafka;
O icónico Muro de Lennon, espaço de arte urbana e símbolo da luta pela liberdade de expressão durante o regime comunista.
Terminámos o tour junto ao Clementinum, um dos edifícios mais bonitos de Praga, que exploraríamos em detalhe mais tarde.
Neste dia recolhemos cedo ao alojamento, passamos no supermercado para nos abastecermos e preparamos o jantar, banho e dormir porque o dia já ia longo.
Dia 2
Revigorados, por uma boa noite de sono e devidamente alimentados e abastecidos com petiscos iniciamos o nosso roteiro do dia pela Torre da Pólvora
Hisilicon Balong
A torre fazia parte dos 13 portões fortificados de acesso a Praga e marca o início da Rota Real, o caminho cerimonial percorrido pelos reis da Boémia nas suas coroações.
O nome “Torre da Pólvora” surgiu no século XVII, quando passou a ser usada como armazém militar. Apesar de ser possível subir ao topo e apreciar a vista panorâmica, optámos por não entrar, mas é um ponto de visita obrigatório pela sua imponência histórica.
O Relógio Astronómico de Praga (Orloj)
Seguimos depois para uma das atrações mais icónicas de Praga: o Relógio Astronómico (Orloj), na Praça da Cidade Velha.
Construído em 1410, pelos mestres Mikuláš de Kadaň e Jan Šindel, é um verdadeiro prodígio da relojoaria medieval.
Para compreendê-lo, é preciso dividi-lo em três partes:
Mecanismo Astronómico (construído em 1410) – na parte central, mostra simultaneamente quatro horários diferentes:
A hora checa antiga, baseada no pôr do sol e indicada pelos números mais externos;
A hora da Europa Central, com dois conjuntos de algarismos romanos;
A hora astral, indicada por uma estrela de seis pontas;
A hora babilónica, representada por 13 curvas douradas, sendo o único relógio astronómico a mostrar esta hora.
Além das horas, o relógio indica ainda o movimento do sol, a posição no zodíaco, o nascer e o pôr do sol, o crepúsculo e até as fases da lua.
Calendário (acrescentado em1490) – criado pelo Mestre Hanuš, apresenta os santos associados a cada dia, as figuras dos meses, os signos do zodíaco e o brasão da cidade.
Parte Superior (datada do séc. XVIII) – aqui acontece o famoso espetáculo a cada hora, com o galo dourado a cantar, figuras animadas a moverem-se e os Doze Apóstolos a desfilarem nas janelas.
A história do Orloj é marcada pelas destruições, como a que ocorreu durante o Levantamento de Praga, e está envolta em lendas, como aquela em que se conta que cegaram o Mestre Hanuš para que este nunca repetisse a obra e aquela em que afirmam que o mestre antes de morrer, amaldiçoou o relógio, dizendo que se ele parasse a cidade cairia em ruína.
DICA👉 Recomendamos também a subida à torre, pois a vista sobre a Praça da Cidade Velha e as igrejas de Nossa Senhora de Týn e São Nicolau é deslumbrante.
Praça Venceslau
Da Cidade Velha seguimos para a Praça Venceslau, já na Cidade Nova (Nové Město). Esta avenida ampla, muitas vezes comparada aos Campos Elísios de Paris, foi palco de momentos históricos cruciais como:
A proclamação da independência da Checoslováquia em 1918;
O protesto de Jan Palach durante a Primavera de Praga;
O início da Revolução de Veludo em 1989.
No topo da Praça ergue-se o imponente Museu Nacional, um edifício majestoso que guarda cerca de 14 milhões de peças das áreas da pré-história, mineralogia, paleontologia, zoologia, antropologia, história e cultura checa, recomendamos a entrada se gostam de história e de biologia, como nós.
Bem perto encontram a Ópera Estatal de Praga, outro símbolo da vida cultural da cidade.
Arte Moderna: Kafka e a Casa Dançante
Aproveitámos a proximidade para explorar duas das obras modernas mais famosas de Praga:
A Cabeça Giratória de Kafka, uma escultura cinética composta por 42 camadas metálicas que rodam em diferentes direções, representando a mente complexa do escritor.
A Casa Dançante, edifício vanguardista projetado por Frank Gehry e Vlado Milunić, também conhecida como “Fred e Ginger”, pela forma que lembra um casal a dançar.
Pausa Gastronómica
Como não vivemos só de arte e história, fizemos uma paragem no Naše maso, um talho-restaurante tradicional checo. Aqui experimentámos as famosas sandes de carne, consideradas das melhores da cidade.
Parque Letná
A tarde terminou no Parque Letná, o maior de Praga, com áreas verdes extensas, trilhos e vistas panorâmicas sobre o rio Moldava. O destaque vai para o Metrónomo Gigante, erguido no local onde outrora se encontrava uma estátua de Estaline, demolida em 1962.
Praga Iluminada à Noite
À noite, percorremos novamente as principais atrações, desta vez para as comtemplarmos iluminadas como a Casa Dançante, a Praça da Cidade Velha, a Ponte Carlos e a vista para o Castelo de Praga.
Estoirados recolhemos ao nosso alojamento, banho, jantar e dormir que o dia seguinte prometia.
Dia 3
Hradčany
Reservámos este dia para explorar Hradčany, o Distrito do Castelo, construído no século XIV em torno do Castelo de Praga, que é, na realidade, um complexo de palácios e muralhas e não um castelo tradicional. O Castelo de Praga remonta ao século IX, altura da fundação da cidade, e é considerado o maior castelo do mundo.
As Principais Atrações do Castelo de Praga:
Dentro do complexo há várias atrações, dependendo do bilhete adquirido, podem visitar:
A Golden Lane (Rua Dourada) é uma rua com casas coloridas construídas no século XVI, foram originalmente habitação de guardas, e posteriormente ocupadas por ourives, daí o seu nome.
A casa mais famosa é a Casa nº22, onde Kafka viveu, hoje transformada numa pequena loja dedicada ao escritor.
O Antigo Palácio Real foi sede dos governantes da Boémia desde o século XII. O destaque vai para o Salão Vladislav, o maior salão secular da Europa medieval, usado para bailes, coroações e até treinos de cavalo.
A Basílica e Convento de São Jorge, fundada em 920, é a segunda igreja mais antiga da cidade. Apesar da fachada barroca, o interior mantém o estilo românico e alberga os túmulos da dinastia Přemyslid, incluindo a Duquesa Ludmila, avó de São Venceslau.
A Torre Daliborka é uma antiga prisão que preserva instrumentos de tortura medievais.
O Novo Palácio Real, construído no século XVII, tem algumas áreas visitáveis; atualmente é usado pelo Presidente da República Checa para receção de convidados oficiais.
A Catedral de São Vito, construída entre 1344 e 1929, é uma das maiores expressões da arquitetura gótica da Europa. Foi palco das coroações dos reis da Boémia e alberga as joias da coroa tcheca, túmulos de São João Nepomuceno, do rei Carlos IV e a Capela de São Venceslau, adornada com murais e 1.000 pedras semi-preciosas. A Torre Sul tem 100 metros de altura e alberga o sino Sigismundo, com 15 toneladas. À frente da catedral, encontra-se um obelisco em homenagem aos 10 anos da República Tchecoslovaca (1918).
Pausa Gastronómica
Para repor energias, almoçámos no Pork’s Mostecká, onde experimentámos o joelho de porco crocante, acompanhado da tradicional cerveja checa, além de um gelado cerveja para sobremesa, uma refeição perfeita para um dia intenso.
Loreta
Continuámos a visita com Loreta, um importante destino de peregrinação. No centro encontra-se a Casa Santa, réplica da suposta residência da Virgem Maria onde ocorreu a Anunciação, que motivou a construção do convento iniciado em 1626.
No complexo encontramos ainda a Igreja da Natividade do Senhor datadade1737, que guarda os esqueletos dos mártires do século III, Agapit e Felicissimus, e a pintura Adoração do Menino.
No segundo andar, o museu do convento exibe a famosa peça “O Sol de Praga”, adornada com cerca de 6.222 diamantes e também se pode encontrar uma réplica da cripta que está de baixo da igreja, muito impressionante devido às suas pinturas na parede.
A torre do convento possui um carrilhão de sinos, que toca a melodia Mil Vezes Te Saudamos a cada hora desde 1695.
Biblioteca Strahov
Seguimos para o Mosteiro Strahov, onde se encontra a famosa Biblioteca Strahov, com cerca de 200.000 volumes de livros dedicados a temas como a teologia, filosofia, astronomia, matemática e história. As suas duas salas principais impressionam: a Sala Teológica (séc. XVII), menor e clássica, e a Sala Filosófica, maior, com afrescos que representam o desenvolvimento espiritual da humanidade e uma decoração sofisticada.
Monte Petřín e Memorial às Vítimas do Comunismo
Caminhámos até ao Monte Petřín, parque famoso por oferecer uma das melhores vistas sobre Praga. Aqui encontramos a Torre Petřín, uma réplica da Torre Eiffel com 60 metros de altura, cuja subida é altamente recomendada. O parque inclui ainda um Labirinto de Espelhos, incluído no bilhete da torre, que proporciona momentos divertidos e fotogénicos.
Na base do monte situa-se o Memorial às Vítimas do Comunismo, inaugurado em 2002, com estátuas de bronze que simbolizam a degradação do ser humano sob a repressão do regime comunista entre 1948 e 1989.
Dia 4, o nosso último dia na cidade
Bairro Judeu – Josefov
A manhã foi passada no Josefov (Bairro Judeu), fundado pelos judeus desde o século X e integrado oficialmente à cidade em 1850. O bairro recebeu o nome de Josefov em homenagem ao imperador José II, autor do Édito de Tolerância de 1781, que concedeu mais direitos à comunidade judaica.
No século XIX, o bairro foi reformado por questões de saúde pública, substituindo grande parte dos prédios por avenidas e construções inspiradas em Paris.
Para nossa sorte, as principais atrações foram preservadas, permitindo-nos dias de hoje visitar a Sinagoga Nova-Velha, a mais antiga em funcionamento na Europa desde 1270, e que contém a primeira bandeira com a Estrela de Davi oferecida por Fernando II e é o suposto local de repouso do Golem de Jehuda Löw.
Também visitámos a Sinagoga Espanhola, inaugurada em 1868, com estilo neomourisco inspirado na arte islâmica de Espanha e utilizada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial como depósito de objetos judaicos roubados.
A Sinagoga Maisel, datada de 1590, que atualmente funciona como museu sobre a história dos judeus da Boémia e durante a ocupação nazi era para ser um museu antissemita sobre a raça judaica, enquanto a Sinagoga Pinkas, de 1535, é hoje um memorial às vítimas do Holocausto, com as paredes forradas pelos nomes dos 80 mil judeus checos mortos e uma exposição de desenhos de crianças do campo de concentração de Terezín.
Ao lado, encontra-se o Cemitério Judeu, um dos mais antigos da Europa e dos únicos ligados a uma sinagoga, com a primeira lápide datada de 1439 e cerca de 100 mil lápides enterradas em 12 camadas, já que este cemitério foi o único em que judeus podiam ser enterrados por mais de 300 anos.
Para visitar as sinagogas e o cemitério tem de se adquirir um bilhete único de 20 euros.
Na Cidade Velha, visitámos também a Sinagoga Jerusalém, inaugurada em 1906 para substituir três sinagogas destruídas e celebrar os 50 anos de reinado de Francisco José I. Hoje serve a comunidade ortodoxa e oferece exposições sobre a história judaica desde 1945, para visitar esta sinagoga é necessário adquirir um bilhete separado das sinagogas do bairro.
Vyšehrad
De seguida, apanhámos o tram 14 até Vyšehrad, uma fortaleza do século X que, segundo a lenda, foi a sede dos primeiros príncipes checos.
Esta desempenhou um papel importante como fortificação, residência real e cidade independente.
Aqui visitámos o Cemitério de Vyšehrad, a Rotunda de São Martinho do século XI e a Basílica de São Pedro e São Paulo, fundada em 1070 e reconstruída em estilo neogótico no século XIX, depois de um incêndio.
Pausa Gastronómica
Almoço Típico no U Kroka, onde experimentámos o gulash à moda checa, servido com molho espesso e frequentemente acompanhado de knedlíky, massa típica à base de pão, farinha e especiarias.
Passeio pelas Ilhas e Clementium
À tarde, passeámos pelas ilhas de Praga – Slovanský, Střelecký e Kampa – e descansámos no Parque Kampa.
Em seguida visitámos o Clementium, construído no século XVII sobre a antiga Capela de São Clemente, dando origem ao seu nome.
Inicialmente foi um colégio jesuíta, depois, após a expulsão dos jesuítas de Praga, deu lugar à Universidade de Praga, mas há 200 anos mantém a Biblioteca Nacional.
Destacam-se a Capela dos Espelhos, uma capela decorada com dezenas de espelhos, onde Mozart já tocou, a Biblioteca Barroca, inaugurada em 1722 com mais de 200 mil volumes raros e teto decorado com alegorias da ciência e filosofia, considerada uma das mais bonitas do mundo, e a Torre Astronómica com 68 metros, usada desde o século XVIII para observação astronómica e meteorológica contínua, a ser a estação meteorológica mais antiga do mundo em funcionamento continuo.
DICA: Terminamos o nosso roteiro por esta cidade maravilhosa com uma experiência única, o Beer Spa
À noite, desfrutámos de uma experiência diferente no Beer Spa do Majestic Plaza Hotel Prague, com banhos em água com mosto de cerveja, cama aquecida e consumo ilimitado de cerveja durante uma hora. Os benefícios incluem relaxamento muscular, melhoria da circulação e efeitos positivos para a pele e cabelo, graças às vitaminas do complexo B e proteínas da levedura. Há também programas com massagens e comida. O spa é gerido pela marca checa Bernard, mas existem várias opções em Praga. Daqui passamos no alojamento recolhemos a bagagem e partimos para a estação rodoviária onde embarcaremos para o próximo destino.
By Duarte Sousa
Nota de autoria
Este artigo foi escrito pelo nosso filho mais novo, que aqui partilha não só um roteiro por Praga, mas também o resultado de anos a observar, aprender e participar na preparação das nossas viagens. Como mãe — e autora deste blog — acredito profundamente que viajar de forma independente é algo que se transmite com exemplo, tempo e amor. Ver estas competências ganharem forma neste artigo é, para mim, um enorme orgulho e a prova de que qualquer pessoa pode aprender a planear a sua própria viagem quando tem as ferramentas e a inspiração certas. Vamos aguardar pelo próximo artigo com entusiasmo,
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FUI Travels
Sou a Carla, advogada de profissão e turista sempre que posso. Sou casada com o Paulo, o meu companheiro de viagem, mãe de dois rapazes e de um patudo.
Sonho em viver pelo mundo, perder-me por locais desconhecidos e relatar tudo o que vejo e sinto.
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